O senador Hermes Klann (PL-SC) criticou, em pronunciamento no plenário da Casa Alta, a PEC do fim da escala 6×1 que foi aprovada pela Câmara. Klann afirmou que “não faz sentido impor uma única regra para todos os setores da economia” e advogou pela chamada PEC do Trabalho Flexível, uma alternativa defendida pela oposição.
“O nosso mercado de trabalho é diverso. A realidade de um hospital não é a mesma do comércio. Por isso, não faz sentido impor uma única regra para todos os setores da economia. O que funciona para uma atividade pode ser inviável para outra”, afirmou Klann na última terça-feira (9).
A PEC alternativa prevê a criação de um regime flexível no qual o trabalhador poderia optar pelas regras atuais da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ou pelo novo modelo.
Segundo a proposta, o empregado poderia ajustar a jornada de trabalho conforme suas necessidades e ter uma remuneração proporcional ao número de horas efetivamente trabalhadas mediante acordo com o empregador.
O senador catarinense seguiu as críticas da oposição à PEC original por conta do impacto econômico que pode ter sobre as empresas brasileiras.
“O Brasil não precisa de medidas que aumentem custos, pressionem a inflação e reduzam a competitividade das nossas empresas. O Brasil precisa de produtividade, investimento, geração de empregos e liberdade econômica“, disse.
O governo, por outro lado, avalia que a economia tem capacidade de absorver as mudanças da medida sem impactos significativos.
A PEC aprovada na Câmara aguarda a definição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não enviou a proposta para avaliação da CCJ. O senador já sinalizou que aguardaria uma reunião com líderes para costurar um acordo em torno da proposta.
*Sob supervisão de Lucas Schroeder

