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Custos do confinamento recuam em maio e mantêm margens da pecuária elevadas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

Os custos de produção no confinamento de bovinos apresentaram queda em maio, impulsionados principalmente pela redução dos preços dos ingredientes utilizados na alimentação dos animais. Os dados são do ICAP (Índice de Custo Alimentar Ponta), levantamento baseado em informações de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no Brasil.

O principal fator de alívio para os pecuaristas foi a redução no custo das dietas de terminação, especialmente em função da queda dos preços dos volumosos. O movimento foi observado tanto no Centro-Oeste quanto no Sudeste, as duas principais regiões de confinamento do país.

No Centro-Oeste, o Índice de Custo Alimentar Ponta registrou queda de 3,97% em maio, encerrando o período em R$ 12,83 por cabeça ao dia. Já no Sudeste, o indicador permaneceu praticamente estável, com leve alta de 0,25%, fechando em R$ 12,06 por cabeça ao dia.

O custo da dieta de terminação recuou 1,89% no Centro-Oeste e 0,77% no Sudeste durante o mês. Entre os principais componentes da alimentação, os volumosos foram os que apresentaram maior redução de preços, contribuindo para diminuir as despesas dos confinadores.

No Centro-Oeste, o milho apresentou preços abaixo da média do trimestre, refletindo o avanço da safrinha e as expectativas de aumento da oferta. A casca de soja também ajudou a reduzir os custos, enquanto a polpa cítrica seguiu pressionando parte das despesas com alimentação.

Já no Sudeste, a redução dos custos foi favorecida pela queda dos preços da casca de soja e do milho. Além disso, a entrada da safra de cana-de-açúcar influenciou a composição das dietas e ajudou a manter a trajetória de queda nos custos alimentares.

Apesar do ajuste observado nas cotações da arroba bovina ao longo de maio, a rentabilidade da atividade permaneceu em níveis considerados elevados.

Segundo o levantamento, a margem da arroba produzida continuou acima de R$ 1 mil por cabeça nas duas regiões, resultado sustentado pela redução dos custos de alimentação e pela eficiência dos sistemas de produção.

O Sudeste também segue à frente, com lucro estimado em R$ 1.192,18 por cabeça, vantagem de R$ 109,43 sobre o Centro-Oeste, que registrou retorno de R$ 1.082,75 por animal. A diferença é explicada pela combinação de preços ligeiramente mais altos da arroba e menor custo de produção na região.

O principal destaque do levantamento de maio foi a recuperação da competitividade do Centro-Oeste. Embora o Sudeste tenha mantido o menor custo alimentar pelo terceiro mês consecutivo, a distância entre as duas regiões diminuiu significativamente, passando de R$ 1,33 para R$ 0,77 por cabeça ao dia.

A retomada da queda do ICAP no Centro-Oeste foi impulsionada principalmente pela redução dos custos dos volumosos, que recuaram 10,54%, e dos energéticos, com queda de 3%. O avanço da safrinha e a redução dos preços da silagem de milho contribuíram para o movimento. Com isso, o custo da dieta de terminação caiu 1,89% no mês.

No Sudeste, apesar da forte redução dos volumosos, de 14,81%, a estabilidade dos demais grupos de insumos limitou os efeitos sobre o índice regional, que permaneceu praticamente estável. Ainda assim, a região manteve a liderança nacional em custo alimentar, custo da arroba produzida e lucratividade.

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