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Com eleitores de olho na Copa, presidenciáveis estudam avanços no período

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Com eleitores de olho na Copa, presidenciáveis estudam avanços no período

Com a bola rolando na Copa do Mundo de 2026 a partir desta quinta-feira (11), os pré-candidatos à Presidência da República terão os eleitores com as atenções também mais voltadas à disputa futebolística, que vai dividir o noticiário e as conversas com a política. Enquanto isso, cada equipe dos presidenciáveis estuda como avançar neste período dos jogos.

A avaliação das principais pré-campanhas ligadas à direita é de que a corrida eleitoral só começará de forma intensa depois da Copa, inclusive com o início dos debates – momento que é acompanhado com muita expectativa, quando cada candidato é testado em tempo real –, a definição dos nomes para a vice-presidência nas chapas e as próprias propagandas eleitorais em rede nacional. Ainda assim, é preciso se posicionar bem e não deixar as pré-candidaturas esfriarem.

No caso do senador Flávio Bolsonaro (PL), a chegada da Copa é vista por parte dos aliados como uma espécie de respiro. As últimas pesquisas ligaram um sinal de alerta na pré-campanha ao mostrarem perda de apoio no eleitorado considerado independente e de centro.

O plano inicial do PL era que Flávio chegasse ao final da Copa do Mundo com uma margem de cinco pontos percentuais à frente do presidente Lula (PT) — um cenário já visto como mais improvável atualmente.

Agora, o período do Mundial pode ser usado para tentar afastar a imagem de Flávio das polêmicas recentes, como as revelações envolvendo o ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, e o novo tarifaço americano, ocorrido após a visita de Flávio ao presidente Donald Trump. Esses episódios são apontados como fatores que prejudicaram a imagem moderada que o candidato tentava construir para atrair o eleitor de centro.

Apesar do desgaste, a pré-campanha de Flávio conta com um aspecto positivo: as pesquisas mostram que não houve transferência de votos para outro nome do mesmo espectro político. Ou seja, não há, até o momento, uma ameaça real de uma terceira via forte na direita.

Enquanto trabalha para resgatar essa parcela do eleitorado, aliados de Flávio ainda apostam na expectativa de que uma eventual delação de Vorcaro possa atingir o PT na Bahia e integrantes do governo federal.

É justamente no desgaste causado pelas polêmicas que outros nomes da direita tentam abrir espaço. A estratégia do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), é se apresentar como o candidato do conteúdo e das propostas.

Para isso, ele pretende apresentar seu plano de governo de forma fatiada, para facilitar a assimilação do eleitor e antecipar a discussão de propostas, com base em sua experiência no Executivo local. O primeiro tema deverá ser a segurança pública, com propostas que devem ser divulgadas até o final do mês. Na sequência, a princípio, o foco será a educação.

Já para o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o desafio é se tornar mais conhecido nacionalmente, assim como suas ideias. Além disso, a pré-campanha identifica que o eleitor ainda tem dificuldade em distinguir as diferenças de propostas e valores entre os diversos pré-candidatos de direita. A avaliação é que esse momento ainda vai chegar. Até lá, a intenção é tentar ampliar a presença na mídia e nas redes.

Renan Santos (Missão), por sua vez, tem como desafio ampliar e transformar o empenho que consegue nas redes sociais em votos, e também se tornar mais conhecido, apesar de não ter uma infraestrutura partidária robusta por trás.

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