A capacidade de armazenagem agrícola no Brasil alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo dados da pesquisa de estoques do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O volume representa um aumento de 1,1% em relação ao primeiro semestre do mesmo ano.
A pesquisa registrou 9.668 estabelecimentos ativos no período, número 0,5% superior ao observado no levantamento anterior. Entre as regiões do país, apenas o Sul apresentou redução na quantidade de estabelecimentos. As demais registraram crescimento, com destaque para a Região Norte, que teve aumento de 4,7%.
Os silos continuam sendo a principal estrutura de armazenagem do país. No segundo semestre de 2025, a capacidade útil desse tipo de instalação chegou a 124,7 milhões de toneladas, equivalente a 53,3% da capacidade total nacional. Em comparação com o semestre anterior, houve crescimento de 1,2%.
Os armazéns graneleiros e granelizados aparecem na segunda posição, com capacidade de 85,8 milhões de toneladas. O volume corresponde a 36,7% da capacidade total de armazenagem do país e representa aumento de 2% em relação ao primeiro semestre.
Já os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somaram 23,3 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, o equivalente a 10% do total nacional. Nesse segmento, foi registrada redução de 2,2% frente ao levantamento anterior.
Regionalmente, a Região Sul concentra 42,7% da capacidade total de silos do país. Nessa região, os silos representam 65,6% da capacidade armazenadora regional.
No Centro-Oeste, predominam os armazéns graneleiros e granelizados, que respondem por 51,0% da capacidade regional. A região reúne 60,6% da capacidade nacional desse tipo de estrutura.
Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis têm maior participação na Região Sul, com 34,1% da capacidade nacional, seguida pela Região Sudeste, com 32,2%. Juntas, as duas regiões concentram 66,3% da capacidade total desse tipo de armazenagem no país.
Segundo o IBGE, entre 1997 e 2025, a capacidade total de armazenagem mais que dobrou, registrando um aumento de 112,5%, passando de 110 milhões para 233,8 milhões de toneladas.
Entre os diferentes tipos de armazenagem, observa-se uma redução de 56,9% na capacidade dos armazéns convencionais. Em contrapartida, houve forte crescimento nos armazéns graneleiros e nos silos, com altas de 151,4% e 469,7%, respectivamente.
“O aumento destes tipos de armazenagem está associado à expansão da produção nacional de grãos nas últimas décadas, pois estes produtos geralmente são estocados em armazéns graneleiros e silos”, de acordo com o IBGE.

