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Serra Verde vê fusão com americana como avanço em tecnologia e mercado

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Serra Verde vê fusão com americana como avanço em tecnologia e mercado

O presidente da Serra Verde no Brasil, Ricardo Grossi, afirmou que a fusão da mineradora brasileira com a americana USA Rare Earth representa um avanço estratégico para ampliar o acesso da companhia a tecnologia, financiamento e alternativas de mercado.

As declarações foram dadas durante o Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos, organizado pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).

Segundo Grossi, a Serra Verde atua em um mercado ainda em formação, com uma cadeia técnica, complexa e que exige tempo para amadurecimento. A empresa opera em Goiás com foco na produção de um carbonato misto de terras raras, elementos considerados estratégicos para setores como transição energética, defesa, eletrônicos e tecnologias de ponta.

O executivo afirmou que a companhia precisou buscar novas formas de financiamento para avançar no desenvolvimento do projeto. Ele citou o aporte recebido do DFC, o banco de desenvolvimento dos Estados Unidos, e disse que a fusão com a USA Rare Earth faz parte de uma estratégia para ampliar o acesso a tecnologia e abrir novas opções comerciais.

“Estamos criando um mercado novo, um processo novo, é preciso ter paciência. Nós precisávamos de funding, tivemos um aporte do DFC, precisávamos de tecnologia e opções de mercado, fizemos a fusão”, disse Grossi.

Com a fusão, Grossi argumentou que a Serra Verde passa a fazer parte de uma estratégia integrada, da mina ao ímã.

A USA Rare Earth tem como objetivo declarado desenvolver uma cadeia verticalizada de terras raras, incluindo mineração, processamento e produção de ímãs permanentes, usados em setores como veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e defesa.

De acordo com o executivo, a operação também dá mais previsibilidade de caixa à companhia.

Grossi também defendeu que o setor exige paciência de investidores, governo e empresas.

A fusão entre Serra Verde e USA Rare Earth foi anunciada como parte de um movimento para criar uma cadeia integrada de terras raras fora da China, incluindo mineração, processamento e produção de ímãs permanentes. Esses materiais são usados em motores elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.

A operação foi anunciada em abril e avaliou a Serra Verde em cerca de US$ 2,8 bilhões. O negócio envolve pagamento em dinheiro e ações da USA Rare Earth, além de um contrato de fornecimento de 15 anos, com preço mínimo garantido para terras raras magnéticas.

Na prática, esse tipo de acordo busca dar previsibilidade de receita à Serra Verde e reduzir a exposição da companhia à volatilidade de um mercado ainda pouco líquido, técnico e sem a mesma dinâmica de precificação de commodities tradicionais.

O negócio, no entanto, passou a ser analisado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A Superintendência-Geral do órgão abriu um procedimento preliminar para apurar se a aquisição da Serra Verde pela USA Rare Earth e os contratos associados deveriam ter sido submetidos ao órgão antitruste.

Em paralelo, a USA Rare Earth fechou um pacote de financiamento de até US$ 1,6 bilhão com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, que prevê participação acionária do governo americano na companhia

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