Correr em um campo de mais de 100 metros, embaixo de um sol forte, não é tarefa fácil nem para os atletas mais bem preparados. Foi pensando na saúde dos atletas que a FIFA estabeleceu a pausa para hidratação (ou cooling break) como medida obrigatória em resposta ao aumento das temperaturas globais e aos riscos crescentes de estresse térmico em atletas de elite.
A Copa do Mundo de 2026, que começa nesta quinta-feira (11), coloca ciência e esporte lado a lado. Isso por que alertas científicos constataram que 14 das 16 sedes —entre Canadá, México e Estados Unidos — podem registrar calor a níveis perigosos, durante a competição.
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1 de 5A tradição de decorar e realizar pinturas em ruas para a Copa do Mundo exige atenção dos moradores de São Paulo às normas municipais e ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) • Reprodução • Agência Brasil
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2 de 5Embora comum nesta época, a prática não é livre de restrições: enfeites e pinturas não podem interferir na sinalização viária, nem conter mensagens comerciais ou ofensivas, sob risco de fiscalização e sanções • Fernando Frazão/Agência Brasil
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3 de 5De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), qualquer intervenção nas vias deve respeitar rigorosamente a sinalização de trânsito • Tomaz Silva/Agência Brasil
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4 de 5As decorações não podem obstruir a visibilidade de semáforos, placas (sinalização vertical) ou marcações no solo (sinalização horizontal) • Tomaz Silva/Agência Brasil
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5 de 5A inobservância dessas regras pode resultar em multas e na remoção imediata dos obstáculos • Fernando Frazão/Agência Brasil
O critério técnico das pausas
O parâmetro técnico que embasou a maior entidade esportiva do mundo foi o índice WBGT (Wet-Bulb Globe Temperature), que avalia o estresse térmico combinando temperatura do ar, umidade, velocidade do vento e radiação solar.
Estudos realizados durante o Mundial de Clubes de 2025 revelaram que o desempenho físico dos jogadores sofre quedas significativas já a partir dos 28°C de WBGT, reduzindo a distância total percorrida e a intensidade das corridas.
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Segundo as normas vigentes, as pausas de três minutos em cada tempo de jogo tornam-se mandatórias quando o WBGT atinge ou supera os 32°C. O desencontro já foi motivo de manifesto de atletas e e comunidade científica, por normas mais abrangentes.
Prevenção de riscos fatais
O chamado golpe de calor (EHS) é o que mais preocupa especialistas. A condição emergencial ocorre quando o corpo perde a capacidade de termorregulação. Essa condição apresenta uma taxa de mortalidade de até 33% quando associado à hipotensão.
Além das pausas para ingestão de água, o protocolo atual instituído pela FIFA, inclui o uso de toalhas imersas em gelo e bancos de reservas climatizados.
Diante do cenário de mudanças climáticas, especialistas sugerem que as pausas sejam estendidas para seis minutos, garantindo que a temperatura central dos atletas permaneça em níveis seguros durante toda a competição.

