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Na Aquishow, Ministério da Pesca lança plano sustentável para aquicultura

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Na Aquishow, Ministério da Pesca lança plano sustentável para aquicultura

Durante a abertura da Aquishow Brasil 2026, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, nesta terça-feira (9), o ministro da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araújo, anunciou o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura. A iniciativa busca estruturar, organizar e modernizar a cadeia produtiva do setor em todo o país.

Em seu discurso, o ministro destacou a importância da competitividade, da inovação e da assistência técnica para ampliar a produção nacional. Segundo ele, investir em educação e qualificação é fundamental para o crescimento sustentável da atividade.

A solenidade também foi marcada por reivindicações do setor produtivo. O presidente do Conselho da Peixe SP, Hemerson Esteves, pediu atenção do governo federal à entrada de tilápias importadas do Vietnã, que, segundo produtores, chegam ao mercado brasileiro com preços inferiores aos praticados no país.

Em entrevista à Itatiaia, o ministro afirmou que um comitê já discute o tema e destacou medidas adotadas pelo governo para fortalecer a produção nacional, entre elas o endurecimento das regras para a importação do pescado. “O ministério está ao lado do produto brasileiro e do produtor brasileiro. Por isso, o comitê segue aberto ao diálogo sobre essa questão”, afirmou.

Invasão da Tilápia do Vietnã

E o tema “Tilápia invasora vinda do Vietnã e os problemas comerciais e de saúde” dominou as discussões na abertura da feira.  O ministro da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araújo, comentou o endurecimento das regras tributárias dos estados de Minas Gerais e São Paulo para a tilápia estrangeira.   

“Eu observei, vi que o estado de Minas Gerais, o estado de Pernambuco, mais recentemente também, publicaram portarias em relação à importação e a comercialização do peixe tilápia do Vietnã. A gente, enquanto o Ministério da Pesca e Aquicultura, tem observado isso de perto e ver de que forma realmente a chegada da tilápia do Vietnã tem impactado no mercado interno e, obviamente, o Ministério da Pesca e Aquicultura defende o setor de tilapicultura brasileira”.   

Marilza Patrício, secretária executiva da Peixe SP, responsável pela organização da Aquishow Brasil 2026, reforça que é preciso que os governos ajudem os produtores brasileiros.   

“O estado brasileiro, ele precisava observar um pouco mais que ele é mantido por quem produz? O Brasil, o estado brasileiro, servidores públicos, Poder Judiciário, porque o estado não tem receita, ele não gera receita, ele só recebe”.   

Bruno Machado, diretor executivo da Peixe MG, reconhece que as medidas de endurecimento com a tilápia de fora tem raízes comerciais, mas a questão do risco de saúde, segundo ele, é real.   

“Fatalmente, nosso mercado global falar que não tem viés comercial é uma mentira generalizada. Os países do mundo inteiro trabalham fronteiras como comerciais, muitas vezes transvestidas de sanitário. Mas sempre vai ter a questão comercial, até porque quando entra, como estava entrando em Minas, um produto com zero de imposto, compete de forma desleal com os nossos produtores. Mas a questão sanitária é uma questão real. O Vietnã e vários países ali daquela parte da Ásia possuem uma doença que nós não temos aqui ainda, que é a TiLV [vírus da tilápia do lago] entre outras. Essa é uma viral. Tem algumas bacterianas que não têm em Minas. Mas o filé chega congelado, ele é processado. Não tem como isso isso ir para para o meio natural e contaminar. Tanto tem que um dos exemplos mais clássicos de doenças suinoculturas veio através de hambúrguer”.   

Aquishow Brasil 2026, considerada o maior evento da aquicultura nacional, começou nesta terça-feira (9) e segue até quinta-feira (11), reunindo produtores, pesquisadores, empresas e representantes do setor.

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