A Secretaria de Saúde de São Paulo está investigando o segundo caso suspeito de doença pelo vírus Ebola no estado. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Governo Paulista.
A paciente, de 31 anos, é uma brasileira que esteve a trabalho na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC). Ela retornou ao Brasil no dia 6 de junho e começou a apresentar sintomas como febre e diarreia. Os indícios se intensificaram e ela deu entrada em um hospital particular da capital na terça-feira (9).
Após a notificação do caso, recebida pela Secretaria da Saúde na madrugada desta quarta-feira (10), a mulher foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) em São Paulo, uma unidade de referência para o atendimento de pacientes com suspeita de Ebola.
De acordo com a pasta, a paciente está em condição estável e segue internada no IIER, em isolamento, enquanto aguarda o resultado dos exames.
Primeiro caso foi descartado
No início deste mês, um homem de 37 anos vindo da República Democrática do Congo, apresentou o primeiro caso suspeito de Ebola no Estado. No entanto, após exames laboratoriais, a infecção pelo vírus foi descartada.
Segundo a Secretaria de Saúde, ele portava uma bactéria responsável pela meningite meningocócica, e não Ebola. O homem continua internado no Instituto Emílio Ribas e apresenta evolução favorável do quadro clínico.
Características do vírus Ebola
De acordo com o CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção) dos Estados Unidos, o ebola é uma doença mortal e rara, com incidência principalmente na região da África Subsaariana. Seu vírus causador foi descoberto por cientistas em 1976.
A infecção é contraída por meio de fluidos corporais como: sangue, fezes, vomito, urina, saliva, lágrimas e suor.
Pacientes de ebola podem apresentar sintomas entre 2 a 21 dias de infecção. Esses sintomas podem incluir febre, dores no corpo e fadiga.
À medida que a pessoa fica mais doente, a enfermidade normalmente progride para sintomas mais graves, que podem incluir diarreia, vômito e sangramentos inexplicáveis.
O tratamento acontece por meio de controlação de dor, dos fluidos e a nutrição dos pacientes.
Nos dois casos, o atendimento aos pacientes foi articulado pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), responsável pela notificação das suspeitas ao Ministério da Saúde.
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