O Brasil pode recuperar R$ 50 milhões mantidos em uma empresa ligada ao Banco Master nas Bahamas, paraíso fiscal caribenho. A informação foi apurada pela analista de Política Larissa Rodrigues, com base em fontes ligadas ao Banco Central.
Ao Bastidores CNN desta quarta-feira (10), Larissa explicou que decisão foi impulsionada por uma entidade, com poderes cedidos pelo Banco Central, criada especificamente para representar os interesses brasileiros e do próprio Master nas negociações internacionais.
Segundo Larissa, foi essa empresa que foi à Justiça de Bahamas pedindo que fosse liquidado o banco. A liquidação do Master no país caribenho foi determinada nesta terça-feira (9).
“Bahamas entendeu que não dava para continuar com as empresas consideradas do grupo Master e chegou a conclusão de que era preciso liquidar essa ‘perna’ do banco no país“, contextualizou a analista.
Ao todo nove empresas em Bahamas tinham relação com Daniel Vorcaro e com o CNPJ do Banco Master. Dessas, pelo menos três estão ligadas a obras de arte.
“A suspeita da Polícia Federal é que essas empresas eram usadas para lavar dinheiro na compra de obras de arte“, relatou a analista.
A analista explicou que Vorcaro teria adquirido obras de grandes galerias de Nova York por valores muito acima do preço de mercado. Ele pagou, por exemplo, R$ 6 ou R$ 7 bilhões por algo avaliado em R$ 3 bilhões.
A analista revelou que, de acordou com uma das fontes com quem conversou, uma das empresas teria já no caixa pelo menos R$ 50 milhões. Essa é a quantia que a entidade responsável pelas negociações acredita ser possível recuperar e trazer de volta ao Brasil.
A analista ressaltou, no entanto, que, apesar de o montante ser expressivo, ele ainda é pequeno diante do volume total de prejuízos causados. “Inclusive, para devolver o dinheiro para todos os clientes do Banco Master”, concluiu Larissa.

