A República Democrática do Congo anunciou nesta terça-feira (9) que o número de casos confirmados de ebola subiu para quase 600, aumentando a conscientização da população local sobre a importância das medidas de segurança.
O surto da cepa Bundibugyo do ebola foi anunciado em 15 de maio, embora as autoridades tenham afirmado posteriormente que ele passou despercebido por semanas, deixando as autoridades de saúde em desvantagem e com dificuldades para controlá-lo.
Um dos maiores surtos de ebola da história está se alastrando em três províncias assoladas por conflitos armados: Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul.
Em seu último comunicado, publicado na rede social X, o governo informou que o número de casos confirmados subiu para 598, incluindo 115 mortes.
Também afirmou que 22 pacientes se recuperaram da doença e que novos casos não se espalharam para outras zonas de saúde.
Os casos foram registrados em 17 zonas de saúde de Ituri, bem como em sete zonas de saúde em Kivu do Norte e uma zona de saúde em Kivu do Sul.
“Se você tiver febre, vômito, diarreia ou fraqueza intensa, deve ir imediatamente ao centro de saúde mais próximo”, diz o comunicado, que insta a população a seguir as instruções dos profissionais de saúde e a não atacá-los.
A desconfiança e a resistência têm dificultado a resposta, com relatos de ataques a equipes de sepultamento e centros de tratamento.
Os profissionais de saúde também estão com dificuldades para obter equipamentos básicos para se manterem seguros e evitar a propagação da doença, segundo mais de uma dezena de médicos, trabalhadores humanitários e autoridades de saúde pública.
O IRC (Comitê Internacional de Resgate) fez um apelo nesta terça-feira por financiamento necessário para conter o surto na província de Ituri antes que ele se espalhe ainda mais.
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