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Conheça Randy Bresnik, fuzileiro e comandante da missão Artemis III

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Conheça Randy Bresnik, fuzileiro e comandante da missão Artemis III

O astronauta Randy Bresnik foi anunciado nesta terça-feira (9) como o comandante da missão Artemis III, considerada uma das operações mais importantes da nova fase da exploração lunar da Nasa.

Natural de Fort Knox, Kentucky, Randy foi selecionado como astronauta pela Nasa em maio de 2004, e em 2006, concluiu o treinamento.

Antes de ser astronauta, Bresnik foi Segundo-Tenente no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Aviador Naval, Piloto de Teste/Oficial de Projeto do F/A-18 no Esquadrão de Teste e Avaliação Aérea (VX-23), Instrutor de Voo de Asa Fixa e Sistemas, Oficial de Operações Futuras do Grupo Aéreo da Marinha Onze (MAG-11) e Oficial de Operações do VMFA-232.

O astronauta é bacharel em Matemática pela The Citadel e mestre em Sistemas de Aviação pela Universidade do Tennessee-Knoxville. Ele também é graduado pela Air War College, além de ser doutor honorário em Aeronáutica pela The Citadel.

Sua carreira como piloto militar é extensa, com mais de 7.000 horas de voo em 95 tipos de aeronaves/helicópteros/planadores e 3.600 horas em espaçonaves. Randy possui habilitação de Piloto de Linha Aérea e Autorização para Operação de Motores a Pistão, sem restrições.

Na Nasa, ele realizou seu primeiro voo espacial na missão STS-129, em novembro de 2009. Entre 2009 e 2011, foi astronauta líder da equipe do encerramento do programa espacial do ônibus espacial.

Bresnik também liderou, entre 2012 e 2015, liderou a parceria da NASA com a SpaceX no projeto e desenvolvimento da cápsula tripulada Dragon.

Randy ainda atuou como Assistente do Chefe do Escritório de Astronautas para Exploração, gerenciando o desenvolvimento e os testes de tudo o que funcionará além da órbita terrestre baixa nas missões Artemis.

A Artemis III integra o programa da Nasa voltado para ampliar a presença humana na Lua e desenvolver tecnologias para futuras viagens tripuladas a Marte.

Próxima missão: Artemis III

Após a realização do voo da Artemis II, equipes do Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, estão avançando para a próxima parte da missão.

A missão Artemis III do próximo ano lançará astronautas à órbita da Terra a bordo da espaçonave Orion, que estará no topo do SLS, para testar as capacidades de encontro e acoplamento entre a Orion e espaçonaves comerciais necessárias para o pouso de astronautas da Artemis IV na Lua em 2028.

Com 64,6 metros de altura quando totalmente montado, o estágio central abriga dois tanques de propelente que, juntos, armazenam mais de 2.800.000 litros de propelente líquido super-resfriado para alimentar quatro motores RS-25, bem como os computadores de voo, ou aviônicos, que atuam como o cérebro do foguete para controlar o voo durante a ascensão.

Esta é a primeira vez em que as operações de montagem do estágio central estão sendo realizadas no Centro Espacial Kennedy da Nasa.

Relembre a Artemis II

A histórica missão da Nasa que marcou o retorno do homem à órbita lunar chegou ao fim na noite da sexta-feira, 10 de abril. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion retornaram à Terra em um pouso ocorrido no oceano, às 21h07 – horário de Brasília.

Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen foram a tripulação da missão, que marcou o recorde de maior distância percorrida por seres humanos no espaço, além de ter a oportunidade de observar o lado oculto da Lua.

Com duração de dez dias, a Artemis II seguiu uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave foi impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantiu o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas.

No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço. A missão não teve pouso na superfície lunar.

O principal objetivo foi testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.