Richard Quest, âncora da CNN Internacional, marcou presença na reunião anual da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), realizada no Rio de Janeiro. Em entrevista à CNN Brasil, o jornalista britânico revelou sua intensa rotina de viagens e compartilhou dicas para lidar com os desafios de voar com frequência.
Descrito como um verdadeiro “viajante profissional”, Quest afirmou ter realizado 110 voos no ano passado, o que equivale a mais de dois voos por semana. Para ele, viajar vai muito além de deslocar-se de um ponto a outro: é, em suas palavras, a síntese da capacidade humana de criar.
A paixão pelo voo
Quest descreveu com entusiasmo a sensação de assistir a um avião decolar. “Você assiste ao avião rugir pela pista, cada vez mais rápido, e de repente ele se eleva para o céu. Como ele faz isso? Nós sabemos como ele faz, mas o fato de que ele faz é mágico”, disse o jornalista.
Ele contou que essa fascinação começou ainda na infância e se intensificou ao longo de sua carreira no jornalismo.
Entre os voos que já realizou, Quest citou o trajeto de 22 horas entre Londres e Sydney, com cerca de 17 mil quilômetros de distância, mas também destacou que faz rotas bem mais curtas, como a de pouco mais de 100 quilômetros entre Amã, na Jordânia, e Tel Aviv, em Israel.
Dicas para enfrentar o jet lag
Diante de tantos embarques e desembarques, Quest foi questionado sobre como manter a saúde física e mental. Ele afirmou que não existe uma solução definitiva para o jet lag, pois o fenômeno está baseado no ritmo circadiano do corpo.
“Não há evidência de uma cura. Há simples fatores que você pode mitigar, mas é um fenômeno natural. Você não pode evitar isso. Algumas pessoas vão sofrer mais do que outras”, explicou.
O âncora, no entanto, deu duas recomendações práticas. A primeira é buscar a luz do sol ao chegar ao destino: “Esse é o melhor remédio para o jet lag. Vai ajudar o corpo a se resetar.” A segunda sugestão foi mais direta: simplesmente dormir.
O prazer de desconectar durante o voo
Quest também revelou o que mais aprecia durante os voos. Em uma época de conectividade constante, ele afirmou preferir não usar o celular a bordo, ou utilizá-lo apenas uma ou duas vezes em voos longos, somente para mensagens. “Eu gosto de sentar, ler e olhar pela janela”, disse.
Para o jornalista, as palavras favoritas que pode ouvir são o aviso da tripulação de cabine antes da decolagem. “‘Cabin crew, doors to automatic’. Porque significa que a jornada e a aventura estão prestes a começar”, afirmou Quest, sintetizando sua paixão inabalável pelas viagens aéreas.

