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Ator avalia sucesso de “Eu, a Patroa e as Crianças” no Brasil: “É familiar”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Ator avalia sucesso de “Eu, a Patroa e as Crianças” no Brasil: “É familiar”

Poucas comédias dos anos 2000 conquistaram uma conexão tão duradoura com o público brasileiro quanto “Eu, a Patroa e as Crianças”. Duas décadas após o fim da série, os personagens e bordões seguem vivos no imaginário popular. Em entrevista à CNN Brasil, Andrew McFarlane, intérprete de Tony, falou sobre os motivos que fizeram a sitcom se tornar um fenômeno no país.

“Éramos um programa sobre família e sinto que a cultura brasileira é muito voltada para a família. Os personagens lembravam alguém conhecido. Muita gente me manda mensagem dizendo: ‘Meu pai era igual ao Michael (Damon Wayans)’, ou ‘tinha um amigo igual ao Júnior (George O. Gore II)”, reflete o ator.

Ele acrescenta que outro ponto de convergência é o “ótimo senso de humor” do público nacional. “(Brasileiros) São pessoas engraçadas, gostam de brincar e a série era muito divertida. Então, acho que havia muitas formas de se identificar.”

Pela primeira vez no Brasil neste ano, ele conta que tem tido uma recepção calorosa dos fãs nacionais: “O mais especial tem sido conhecer as pessoas. Estou andando na rua e as pessoas me param. Outro dia estava em um café e vi uma garota me filmando escondido. Pensei: ‘Isso é loucura’.

“As pessoas (no Brasil) são muito carinhosas. Elas me dizem: ‘Você não entende o quanto essa série foi importante para minha vida’. Para mim é muito emocionante saber que algo que fiz teve um impacto tão positivo. Essas interações são a melhor parte.”

O fim da carreira de ator

Ao fim da atração, Andrew viveu mais alguns anos como ator até que deixou os holofotes no incício dos anos 2010, para focar a carreira em ser empresário. “Eu amava atuar, mas sentia que parte daquilo alimentava muito o ego. Dinheiro, fama… isso já não me interessava mais como adulto. Eu buscava algo mais profundo”, explica e conta que criou uma empresa de sucos em Los Angeles. Há dez anos ele se mudou para a Indonésia, onde trabalha no ramo imobiliário e lançou um hotel de bem-estar na ilha de Lombok.

“Queria ter mais controle sobre a minha carreira. Como ator, você depende de oferecerem um papel ou uma boa audição. Se eu voltasse para Hollywood, seria nesse formato: eu escrevo, produzo, escrevo ou dirijo, seria mais nesse formato”, reflete.

Reencontro

Mesmo deixando Hollywood na última década, Andrew disse que adoraria reprisar o papel de Tony em um encontro ou em um episódio especial de comemoração. “Eu adoraria, a série foi muito divertida de fazer. Acho que hoje meu personagem estaria liderando uma igreja, sabe? Talvez fosse pastor ou algo assim, comandando uma congregação.”

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