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Planalto avalia que ida de Lula ao G7 abre espaço para bilateral com Trump

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Planalto avalia que ida de Lula ao G7 abre espaço para bilateral com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quarta-feira (3) a ida ao G7, que ocorrerá na França entre os dias 15 e 17 deste mês. A viagem abre espaço para uma eventual reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a nova proposta de tarifas aos produtos brasileiros e a classificação das facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

O Brasil participará do encontro que reúne as sete maiores economias do mundo a convite da França. Essa será a décima vez que o país participa do G7. Além da possibilidade de reunião com Trump, auxiliares do presidente veem como uma oportunidade Lula voltar a defender a soberania em um fórum mundial.

O governo brasileiro, contudo, diz que ainda não há tratativas para uma reunião entre os dois presidentes e que depende da agenda em meio às discussões do G7. No mês passado, a Casa Branca informou que Trump irá à França para falar sobre inteligência artificial, comércio e combate ao crime.

Nesta quarta-feira (3), durante reunião ministerial, Lula disse que vai ao G7 para “colocar ordem na casa” diante do “desmonte do multilateralismo”.

Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e dar um paradeiro nessa coisa que está acontecendo de desmonte do multilateralismo, desmonte da democracia e de desvalorização das instituições”, disse Lula durante reunião ministerial nesta quarta-feira.

Durante a fala aos ministros, o presidente Lula também comentou sobre a possibilidade de enviar uma carta a Trump para tentar derrubar as tarifas, que foram propostas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos).

“Vou mandar outra carta ao presidente Trump, vou escrever quantos artigos forem necessários na imprensa americana e mundial para mostrar que eles estão errados, equivocados e que eles estão induzindo o mundo a uma violência desnecessária”, disse Lula.

Auxiliares do presidente ainda estão estudando o envio de uma carta ou telefonema de Lula a Trump. Antes, o governo segue apostando nas tratativas em nível técnico.

O governo trabalha com a data de 15 de julho, quando as tarifas propostas pelo USTR têm prazo para começar a ser aplicadas. Todavia, integrantes do Executivo acreditam que o grupo de trabalho criado para discutir o tema pode evitar a sobretaxa de 25%.

A gestão Lula ainda espera a confirmação de uma reunião entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Márcio Elias Rosa, e o chefe do USTR, Jamieson Greer.

Nesta quarta-feira, Greer se encontrou com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em Paris, em meio às reuniões ministeriais da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Segundo relato, o chanceler ouviu do americano que há disposição em “continuar dialogando” com o Brasil em torno da possível aplicação de tarifas pelos Estados Unidos.

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