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Flávio: PCC e CV ou “metem o pé do Brasil” ou “vão ser presos” em 2027

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 5 horas)
Flávio: PCC e CV ou “metem o pé do Brasil” ou “vão ser presos” em 2027

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a falar nesta quarta-feira (3) sobre a atuação das facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) e a classificação de terroristas atribuída pelo governo dos Estados Unidos.

Durante o 1º Fórum Abastece Brasil em Contagem (MG), Flávio chamou as facções de “verdadeiras ameaças à democracia” e voltou a criticar a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no combate a esses grupos.

No final de sua fala, o senador prometeu uma postura rígida e ameaçou que, a partir de 2027, os criminosos serão “presos ou neutralizados pela polícia” caso eleito.

“O CV e o PCC são as verdadeiras ameaças à democracia, e o Lula tá defendendo quem ameaça a nossa democracia, que são esses terroristas. Chega, o Brasil não aguenta mais um presidente da República que faz lobby para traficante. […] Um recado claro: esses terroristas, CV, PCC, ou vocês metem o pé do Brasil até o final do ano ou, a partir de 2027, vocês vão ser presos ou neutralizados pela polícia”, afirmou.

Governo e oposição divergem sobre classificação dos EUA

A decisão do governo americano da última quinta-feira (28) de classificar PCC e CV como organizações terroristas levantou divergências entre governo e oposição.

A decisão veio após uma visita de Flávio aos Estados Unidos na última semana, em que passou por reuniões com o presidente Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio.

No dia da divulgação do parecer, o senador celebrou a decisão em suas redes sociais. Ao compartilhar a postagem de Rubio sobre a nova classificação, Flávio escreveu: “Grande dia”; e publicou um vídeo na sequência comentando a atuação junto ao governo americano.

“Em uma viagem como pré-candidato, fiz mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros do que o PT e Lula em seus dezessete anos de mandato”, comentou à época.

Já o Palácio do Planalto emitiu uma nota em resposta à decisão americana, elencando as frentes em que o governo federal atua no combate ao crime organizado e na redução dos índices de violência e criminalidade.

O documento afirma que qualquer cooperação internacional é bem-vinda, desde que não ataque diretamente a soberania nacional e a independência financeira do país.

O documento ainda criticou a família Bolsonaro, afirmando ser “deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender uma intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram com o Tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder