A BYD anunciou o Dolphin G DM-i, novo hatch híbrido plug-in que marca uma mudança significativa em relação ao Dolphin elétrico já comercializado no Brasil. O modelo foi revelado inicialmente para o mercado europeu e integra a estratégia global da fabricante chinesa para ampliar sua presença no segmento de compactos eletrificados, o que inclui o Brasil.
Embora compartilhe parte do nome com o Dolphin conhecido pelos consumidores brasileiros, o novo veículo possui projeto, dimensões e proposta diferentes. A estreia comercial está programada para junho na Europa, enquanto a chegada ao Brasil já foi confirmada pela fabricante para 2027.
O Dolphin G DM-i é o primeiro veículo desenvolvido pela BYD especificamente para mercados internacionais, incluindo o continente europeu. O modelo utiliza a tecnologia híbrida plug-in DM-i, sistema que combina motor a combustão e propulsão elétrica com foco em eficiência energética e ampliação da autonomia total. Essa tecnologia já é oferecida no Brasil em carros como Song Pro e Song Plus.
Segundo informações divulgadas pela montadora, o hatch poderá percorrer mais de 1.000 quilômetros com a bateria carregada e o tanque abastecido, número obtido de acordo com os padrões utilizados pela fabricante. Para o mercado brasileiro, entretanto, a autonomia deverá ser menor em razão das metodologias de homologação do Inmetro e das características do combustível nacional.

Visualmente, o Dolphin G DM-i apresenta mudanças profundas em comparação ao Dolphin elétrico. O modelo adota uma dianteira mais alongada para acomodar o conjunto híbrido, formado por um motor 1.5 aspirado a gasolina associado a um sistema elétrico. As alterações estruturais também são percebidas nas colunas, portas e proporções da carroceria.
Com 4,16 metros de comprimento e 1,83 metro de largura, o hatch se posiciona no segmento B europeu, categoria equivalente aos compactos premium. O desenho abandona parte do perfil de monovolume presente no Dolphin elétrico e assume uma silhueta mais próxima dos hatches tradicionais.
As imagens divulgadas pela fabricante revelam novos conjuntos ópticos, para-choques redesenhados e uma identidade visual específica para o mercado internacional. A grade frontal também sugere a adoção de elementos aerodinâmicos ativos, capazes de abrir ou fechar entradas de ar conforme a necessidade de refrigeração do sistema mecânico.
Embora a BYD ainda não tenha divulgado oficialmente potência, torque e capacidade das baterias, a expectativa é que o modelo utilize uma configuração semelhante à aplicada em outros híbridos plug-in da marca. Entre as possibilidades está um conjunto com potência combinada próxima de 212 cv e baterias Blade de aproximadamente 18 kWh.
No mercado brasileiro, o novo hatch híbrido poderá ocupar uma faixa de preço abaixo da praticada atualmente pelo Dolphin elétrico. Estimativas apontam valores entre R$ 130 mil e R$ 150 mil, ampliando o alcance da tecnologia híbrida plug-in para consumidores que buscam alternativas de menor custo em relação aos veículos totalmente elétricos.

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