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Agências não têm sinalização de recomposição após corte de R$ 400 milhões

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Agências não têm sinalização de recomposição após corte de R$ 400 milhões

As agências reguladoras federais ainda não receberam sinalização do governo sobre uma possível recomposição dos recursos bloqueados pelo Decreto nº 12.990, publicado na semana passada. Juntas, as autarquias perderam cerca de R$ 400 milhões em orçamento após o novo contingenciamento promovido pela União.

Em entrevista à CNN, o presidente do Coarf (Comitê das Agências Reguladoras Federais), Guilherme Sampaio, afirmou que os órgãos buscam abrir uma negociação com o Palácio do Planalto e com a equipe econômica, mas ainda não houve avanço nas conversas.

“Estamos buscando um diálogo com a Casa Civil e com o Ministério do Planejamento. Ainda não obtivemos essa abertura, mas esperamos muito que isso ocorra”, disse.

O decreto determinou uma redução linear de aproximadamente 18% nos limites de movimentação e empenho dos órgãos federais. Entre as agências ligadas à infraestrutura, as mais afetadas foram a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que perdeu R$ 56,9 milhões, e a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), com corte de R$ 44,9 milhões.

Segundo o Coarf, os efeitos podem atingir diretamente atividades consideradas essenciais para o funcionamento dos setores regulados, incluindo fiscalizações, monitoramento de contratos, certificações e investimentos em tecnologia. Também há sinalização, por parte de algumas agências, de demissão no quadro de funcionários terceirizados.

A preocupação das agências ocorre em um contexto de restrição orçamentária recorrente. Como mostrou a CNN, as agências reguladoras federais perderam cerca de 25% de seu orçamento e 13% dos servidores ativos ao longo da última década.

Para Sampaio, a continuidade dos cortes pode comprometer a capacidade operacional dos órgãos justamente em um momento de crescimento dos investimentos privados em infraestrutura e ampliação da complexidade regulatória em áreas como transportes, energia, saneamento, mineração e aviação.

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