O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (3), que o advogado-geral da União, Jorge Messias, vai ser reprovado de novo no Senado Federal.
“Se ele foi reprovado uma vez, eu acredito que ele vai ser reprovado de novo. Eu acho que ele vai ter as mesmas dificuldades que ele teve”, disse Flávio durante entrevista ao jornal O Tempo nesta manhã.
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que indicaria Messias novamente à vaga remanescente no STF (Supremo Tribunal Federal). O AGU foi nomeado pelo petista anteriormente, mas sofreu uma rejeição histórica na Casa Alta durante sabatina no final de abril.
“Eu perdi a indicação do meu ministro da Suprema Corte e eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque é um dos melhores advogados desse país, ele não foi derrotado porque ele tem alguma ficha suja na vida dele, é um dos homens mais íntegros desse país. Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer, senadores? Eu vou mandar o Messias outra vez”, declarou o chefe do Executivo durante anúncio de investimentos da Petrobras, em Sergipe.
Nesta quarta, Flávio declarou ainda que votou contra Messias e a todos que Lula indicou ao STF durante este terceiro mandato presidencial.
“Eu votei contra o Messias, eu votei contra o Flávio Dino, eu votei contra o Zanin. Mais uma vez, ele quer botar um amigo ideológico ali dentro”, opinou o senador.
Rejeição histórica
Embora tenha sido aprovado na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado, Messias teve o nome rejeitado no plenário da Casa, com 42 votos contra e 34 a favor.
Considerada uma derrota histórica para Lula, a rejeição de Messias foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tinha como preferido para o cargo o também senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Além da interferência de Alcolumbre, especialistas veem o episódio também como uma falha na articulação do governo petista.
Segundo apuração da CNN Brasil, o chefe do Executivo sinaliza a aliados que não pretende ceder às pressões do Congresso e diz que estava convencido de que fez a melhor escolha para a cadeira no Supremo.

