A PF (Polícia Federal) realizou, nesta terça-feira (2), uma operação contra uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas, especialmente para Europa e África. Segundo as investigações, o grupo teria ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A ação “Narco Fly” desta terça é um desdobramento da operação Narco Vela, que resultou na prisão do empresário Rodrigo Morgado, em abril de 2025.
Segundo a PF, a operação tem o objetivo de cumprir dez mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, em endereços localizados nos estados de São Paulo, do Rio Grande do Sul e do Pará. Além disso, a Justiça Federal também determinou o bloqueio e o sequestro de mais de R$ 631 milhões em bens e valores.
A investigação aponta para o funcionamento de uma estrutura criminosa voltada para o transporte de carregamentos de drogas do Brasil para países da Europa e da África, mediante rotas marítimas internacionais.
Para além do bloqueio dos valores, a decisão judicial ainda autorizou a inclusão de investigados da operação na Difusão Vermelha da Interpol. Segundo a PF, a medida aconteceu diante da existência de foragidos estrangeiros procurados por autoridades de outros países por suposto envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
Os suspeitos podem responder pelos crimes de organização criminosa, de tráfico internacional de drogas e de associação para o tráfico.
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Operação Narco Vela
Em abril de 2025, a PF realizou a operação Narco Vela contra o envio de drogas feito com o uso de equipamentos satelitais e embarcações capazes de atravessar o oceano como barcos e veleiros.
Mais de 300 policiais federais e 50 policiais militares do estado de São Paulo foram mobilizados para cumprir quatro mandados de prisão preventiva, 31 mandados de prisão temporária e 62 mandados de busca e apreensão, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Pará e Santa Catarina.
Entre os presos, estava o empresário Rodrigo Morgado. Ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão, porém, durante o cumprimento, os agentes encontraram uma arma em seu veículo, e o prenderam em flagrante.
Ele se apresenta como “Contador e Empreendedor” em sua descrição e divulgava um curso, onde aparece como figura principal. O curso é intitulado de “O destrave”, e aparece para venda com valores entre R$ 299,00 até R$ 2,299.00.
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1 de 11Dono de empresa envolvida em polêmica com uma ex-funcionária pelo sorteio de um carro, é preso pela PF em operação contra tráfico internacional de drogas • Reprodução
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2 de 11Durante o cumprimentos dos mandados, uma Ferrari, que segundo a PF, pertence ao empresário Rodrigo Morgado, foi apreendida • Divulgação/PF
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3 de 11Na capital paulista, uma Lamborghini Urus do empresário Rodrigo Morgado foi apreendida • Divulgação/PF
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4 de 11Rodrigo Morgado foi preso na operação Narco Vela • Divulgação/PF
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5 de 11Durante o cumprimentos dos mandados, uma Ferrari foi apreendida • Divulgação/PF
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6 de 11Operação da PF mira quadrilha que enviou drogas em barcos à Europa e África • Divulgação/PF
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7 de 11Joias também foram apreendidas durante a operação • Divulgação/PF
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8 de 11O empresário Rodrigo Morgado, preso pela Polícia Federal por tráfico internacional de drogas • Reprodução
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9 de 11O empresário Rodrigo Morgado, preso pela Polícia Federal por tráfico internacional de drogas • Reprodução
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10 de 11O empresário Rodrigo Morgado, preso pela Polícia Federal por tráfico internacional de drogas • Reprodução
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11 de 11O empresário Rodrigo Morgado, preso pela Polícia Federal por tráfico internacional de drogas • Reprodução
Rodrigo Morgado é dono da empresa Quadri Contabilidade, que sorteou um Jeep Compass para uma funcionária e tomou o veículo, no litoral de São Paulo. O caso viralizou na última semana.
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Segundo a funcionária, o carro, anunciado como “valendo mais de R$ 100 mil”, apresentava diversos defeitos mecânicos que geraram gastos de cerca de R$ 10 mil, sem qualquer reembolso.
Uma Ferrari modelo 296 GTB e uma uma Lamborghini Urus, que, segundo a Polícia Federal, pertencem ao empresário, foram apreendidas durante a operação. Além das prisões e buscas, a Justiça Federal também determinou o bloqueio e apreensão de bens até o valor de R$ 1,32 bilhão.

