O Irã exige a liberação imediata de US$ 12 bilhões (equivalente a cerca de R$ 60 bilhões) em fundos congelados assim que um acordo provisório for assinado com os Estados Unidos, informou a agência de notícias semioficial Fars.
A informação foi repassada à agência por um integrante da equipe de imprensa que acompanhou a delegação iraniana ao Catar na semana passada para negociações.
“As negociações avançaram de tal forma que, se o Irã perceber qualquer interrupção no acesso aos ativos congelados, poderemos nos retirar do acordo”, disse o jornalista Saeed Ajorlu, descrevendo as discussões entre o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e autoridades catarianas.
“Em outras palavras, a estrutura de acesso a esses US$ 12 bilhões deve servir como garantia para a implementação do acordo”, pontuou.
O jornalista explicou que, desse total, US$ 6 bilhões “correspondem a fundos iranianos previamente congelados”, enquanto os outros US$ 6 bilhões “são um novo montante que deve ser liberado nesta fase”.
A agência de notícias estatal Tasnim havia afirmado anteriormente que, caso os dois países fechassem um acordo provisório, um total de US$ 24 bilhões (equivalente a cerca de R$ 120 bilhões) em ativos iranianos poderia ser liberado.
Metade desse valor seria liberada quando o acordo fosse anunciado, ainda de acordo com a rede de notícias.
O Catar se comprometeu a atuar como “garantidor” desses fundos, informou a agência Fars, citando Ajorlu.
“A ideia é que não devemos entrar em negociações, assinar um acordo e, em seguida, perder novamente o acesso aos nossos ativos caso outra guerra ecloda”, pontuou.
O Catar negou as notícias de que teria “oferecido” US$ 12 bilhões ao Irã para garantir a conclusão de um acordo.
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