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Interior do Rio Grande do Sul aposta em inovação para modernizar saneamento

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Interior do Rio Grande do Sul aposta em inovação para modernizar saneamento

O interior do Rio Grande do Sul está inovando e modernizando o setor de saneamento diante do uso de novos sistemas e tecnologias para monitoramento digital contínuo e equipamentos de alta precisão, além do preparo para eventos climáticos extremos. 

A utilização das ferramentas acontece em municípios pequenos, com pouco mais de 40 mil habitantes, como Panambi e Cruz Alta, ambas no noroeste do estado, e em meio ao maior ciclo de investimentos em saneamento da história do estado.

Com isso, o resultado é uma inversão rara no mapa da infraestrutura brasileira: cidades pequenas passaram a se tornar “vitrine” tecnológica de um novo modelo no saneamento. 

Após a privatização da antiga estatal Corsan, a Aegea, controladora da companhia, afirma que até 2033, último ano para o cumprimento das metas fixadas no Marco Legal, serão investidos R$ 15 bilhões de reais em projetos de expansão e modernização operacional nos 317 municípios gaúchos operados pela empresa.

Apesar do estado ser o quinto lugar no ranking de geração de riqueza do país, o Rio Grande do Sul coleta apenas 34,7% do seu esgoto e trata cerca de 25,4% do volume gerado.

Diante da baixa cobertura, a companhia está buscando triplicar a sua cobertura atual para cumprir as metas de universalização previstas no Marco Legal do Saneamento, em um processo que exige investimentos estimados em cerca de R$ 21 bilhões.

Imagem mostra Estação de Tratamento de Água da Aegea no RS • Divulgação/Aegea

Segundo o Instituto Trata Brasil, os investimentos terão reflexo imediato no PIB do estado, pois a universalização do saneamento pode gerar até R$ 40,7 bilhões em ganhos socioeconômicos no estado, com redução de gastos em saúde e aumento da produtividade.

Em Panambi, tecnologias como automação integrada, monitoramento e controle operacional digital em tempo real são utilizadas pelas equipes que operam na Estação de Tratamento de Água (ETE) instalada na cidade.

Saímos de uma operação totalmente manual para uma estação movida por tecnologia e automação, onde cada etapa do processo é monitorada com precisão, garantindo mais agilidade, segurança e precisão na tomada de decisões”, afirmou Lohane Alves Coelho, coordenadora de Qualidade da Corsan.

Imagem mostra operadora acompanhando a central visual e de controle da unidade, responsável por monitorar as etapas do processo de tratamento e distribuição de água • Divulgação/Aegea

Já em Cruz Alta, novos poços e reservatórios aumentaram a autonomia do sistema em períodos críticos.

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