Últimas

Henry Borel: Jairinho chora e só vai responder perguntas da defesa

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Henry Borel: Jairinho chora e só vai responder perguntas da defesa

O interrogatório de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, no julgamento da morte de Henry Borel começou nesta terça-feira (2) com o ex-vereador emocionado no plenário do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

Jairinho chorou ao olhar uma foto do sobrinho Theo, filho de sua irmã, diagnosticado com autismo. Durante o início do depoimento, ele falou sobre a relação com o menino e afirmou que os dois são muito apegados.

As perguntas estão sendo conduzidas por uma advogada da equipe de defesa do réu. Monique Medeiros não está presente no plenário durante o interrogatório de Jairinho.

Em um dos primeiros momentos do depoimento, o ex-vereador afirmou: “Nunca usei drogas, nunca nem me ofereceram”. Mais cedo, a defesa informou que Jairinho responderia apenas às perguntas formuladas pelos próprios advogados.

“Muitas vezes tenta-se inserir uma série de fake news e pegadinhas. Isso não cabe no Tribunal do Júri, então, ele vai responder as questões da própria defesa”, afirmou um dos advogados do ex-vereador.

Jairinho e Monique respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

Monique culpa Jairinho e cita rotina de ciúmes e controle

Ao longo do interrogatório, Monique Mederios afirmou que o comportamento de Jairinho mudou gradualmente e que, inicialmente, interpretava determinadas atitudes como demonstrações de cuidado. Ela relatou episódios de ciúmes, controle e violência durante o relacionamento.

Segundo ela, os dois se conheceram em agosto de 2020, por meio do Instagram, e começaram a se relacionar após o período eleitoral daquele ano.

Monique afirmou que o controle começou quando Jairinho pediu acesso à sua localização em tempo real. De acordo com o relato, ela acreditava que aquilo era uma demonstração de preocupação. Com o passar do tempo, segundo a ré, o então vereador passou a controlar amizades, roupas e publicações nas redes sociais.

“Não gostava que eu conversasse com homens nem que publicasse fotos de biquíni”, afirmou. Ainda segundo Monique, Jairinho dizia que, por ser um homem “politicamente exposto”, ela precisava mudar a forma de se vestir.

A ré declarou também que chegou a acreditar que o ex-vereador havia grampeado seu telefone, porque ele parecia saber detalhes sobre sua rotina, os lugares que frequentava e até as roupas que usava.

Henry Borel: Jairinho chora e só vai responder perguntas da defesa — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado