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Fonseca encerra jejum de 11 anos do tênis brasileiro após Roland Garros

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Fonseca encerra jejum de 11 anos do tênis brasileiro após Roland Garros

O tênis brasileiro voltou ao topo da América do Sul após mais de uma década. Com a campanha histórica em Roland Garros, João Fonseca assumiu a condição de melhor tenista sul-americano no ranking da ATP e encerrou um jejum que durava 11 anos.

Aos 19 anos, o carioca apareceu na 25ª posição da classificação mundial em tempo real após alcançar as quartas de final do Grand Slam francês. Com isso, ultrapassou o argentino Francisco Cerúndolo e garantiu a liderança entre os representantes do continente.

A última vez que um brasileiro ocupou esse posto foi em outubro de 2015. Na ocasião, Thomaz Bellucci alcançou o 33º lugar do ranking mundial e superou o argentino Leonardo Mayer para se tornar o principal tenista da América do Sul.

Desde então, o topo continental esteve sob domínio de argentinos e chilenos. Ao longo dos últimos 11 anos, nomes como Juan Martín del Potro, Diego Schwartzman, Nicolás Jarry e Alejandro Tabilo se revezaram na liderança regional, enquanto o Brasil atravessava um período sem representantes entre os principais nomes do circuito masculino.

A ascensão de João Fonseca coloca fim a essa sequência e simboliza um novo momento para o tênis nacional. Considerado uma das principais promessas da nova geração, o brasileiro alcança o posto de número 1 da América do Sul em sua melhor campanha em Grand Slam.

O feito também amplia a lista de marcas alcançadas pelo tenista em Roland Garros. Além de se tornar o melhor sul-americano do ranking, Fonseca foi o primeiro brasileiro a chegar às quartas de final de um Grand Slam masculino em 22 anos. O último havia sido Gustavo Kuerten, em 2004.

A campanha em Paris começou quando João ocupava a 30ª posição da ATP. Ao longo do torneio, o brasileiro acumulou pontos suficientes para subir cinco colocações e alcançar provisoriamente o 25º lugar do mundo. Mesmo com a atualização oficial prevista para a próxima segunda-feira, ele já tem garantida a liderança sul-americana, sem possibilidade de ser ultrapassado por Cerúndolo.

O novo cenário também representa uma mudança de forças no continente. Atrás de Fonseca aparecem atualmente Cerúndolo, Tomás Martín Etcheverry, Alejandro Tabilo e Mariano Navone, todos abaixo do brasileiro na projeção do ranking.

Depois de quebrar um jejum que durava mais de uma década, João Fonseca seguirá a temporada na grama europeia. O próximo desafio será o ATP 500 de Halle, na Alemanha, torneio que serve como preparação para Wimbledon e que marcará mais um capítulo de uma ascensão cada vez mais rápida no circuito mundial.

Janik Sinner é o 1º tenista a vencer cinco Masters 1000 consecutivos

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