A inovação na pecuária leiteira brasileira passa pela adoção de tecnologias capazes de aumentar a eficiência, reduzir custos e tornar os sistemas de produção mais resilientes.
A avaliação é de José Luiz Bellini Leitte, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, durante participação no evento Eloos, nesta segunda-feira (1).
Segundo Bellini, a inovação nasce nas propriedades rurais e tem o produtor como principal protagonista do processo. Ele reforçou que o papel da pesquisa é fornecer ferramentas, conhecimento e soluções práticas que possam ser aplicadas diretamente no campo.
“A inovação é feita no campo. Quem faz inovação é o produtor; nós apenas instrumentalizamos esse processo. Hoje temos uma missão clara de prover serviços ao produtor, com pesquisa aplicada que gera conhecimento e práticas para solucionar problemas no campo”, disse.
O executivo destacou que a aproximação entre instituições de pesquisa e produtores é fundamental para acelerar a adoção de novas tecnologias, especialmente em áreas como digitalização, mecanização e monitoramento em tempo real das atividades pecuárias.
“Precisamos estar próximos dos produtores para atender demandas relacionadas à digitalização, mecanização e tomada de decisão em tempo real da pecuária leiteira”, afirmou.
Bellini também ressaltou que o aumento da eficiência produtiva é um dos principais caminhos para garantir a sustentabilidade econômica da atividade.
Para isso, além de investimentos em tecnologia, será necessário ampliar a qualificação da mão de obra e o acesso a capital para modernização das propriedades.
“Precisamos trazer mais eficiência e rentabilidade, com exigência de mão de obra qualificada e capital de investimento para um sistema de produção resiliente e economicamente rentável. Esses são os grandes desafios que levamos para debater com os produtores”, explicou.
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1 de 14Painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais" durante o Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia
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2 de 14Adriana Maugeri, presidente da Associação Mineira de Indústria Florestal, durante painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia
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3 de 14Deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) durante painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia
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4 de 14Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, e Thales Almeida, secretário de Estado e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, durante o painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia
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5 de 14João Vitor Xavier, CEO da CNN e vice-presidente da Itatiaia, durante o Eloos, evento que debate os desafios e o futuro do agronegócio • Uarlen Valério / Itatiaia
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6 de 14Eloos, evento que debate os desafios e o futuro do agronegócio, é realizado em Belo Horizonte • Itatiaia
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7 de 14Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao chegar para o Eloos, evento que debate os desafios e o futuro do agronegócio • Itatiaia
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8 de 14Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado se cumprimentam durante o Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia
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9 de 14Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, durante o Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia
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10 de 14Painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro" durante o Eloos, em Belo Horizonte • Rodrigo Leite / Itatiaia
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11 de 14Núbia de Paula, vice-presidente em exercício da OAB-MG, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia
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12 de 14José Luiz Bellini Leite, chefe geral da Embrapa Gado de Leite, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia
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13 de 14Alexandre Lacerda, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia
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14 de 14Fernanda Pressinott, colunista da CNN Brasil, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia
Entre os pontos de maior atenção para o setor está o custo de produção, especialmente os gastos com alimentação animal, que representam uma parcela significativa das despesas das fazendas leiteiras.
“O sistema de produção, se não é rentável, não faz sentido. Reduzir o custo de produção é fundamental. A alimentação dos animais precisa ser trabalhada com forrageiras mais produtivas e que reduzam custos ao produtor, o que se torna ainda mais desafiador diante das condições atuais”, afirmou.
O Eloos foi criado para promover o debate entre representantes do setor privado, autoridades públicas e especialistas sobre temas estratégicos para o desenvolvimento econômico.
Em edições anteriores, o projeto reuniu lideranças nacionais e executivos de grandes empresas para discutir assuntos relacionados à energia, infraestrutura e competitividade do país.
