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Cuba defende conglomerado militar Gaesa em meio às sanções dos EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Cuba defende conglomerado militar Gaesa em meio às sanções dos EUA

Cuba defendeu nesta terça-feira (2) o GAESA, conglomerado controlado pelos militares, alvo de sanções dos EUA há muito tempo, afirmando que o grupo empresarial contribuiu para o desenvolvimento econômico e social do país, apesar da recente intensificação da campanha de pressão dos EUA.

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, acusa a GAESA de acumular secretamente lucros das indústrias mais valiosas do país e usá-los em benefício dos militares e da elite cubana.

Essas acusações surgem em meio a um esforço mais amplo do governo Trump para usar um bloqueio de petróleo e sanções mais rígidas para estrangular a ilha e forçar uma mudança de governo.

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, Cuba negou as acusações de corrupção contra a GAESA, acusando o governo dos EUA de tentar confundir “nosso povo e a opinião pública internacional”.

“(A GAESA) não é uma estrutura opaca, nem paralela ao Estado cubano; pelo contrário, tem sido uma resposta cuidadosamente elaborada e comprovadamente eficaz contra o bloqueio econômico que historicamente tentou sufocar a Revolução Cubana”, afirmou.

A liderança cubana raramente fala publicamente sobre a GAESA, alegando que tal sigilo é necessário para contornar as sanções dos EUA.

Não há informações públicas sobre a porcentagem da economia cubana controlada pela GAESA.

Estimativas externas variam de 40% a 70%, incluindo muitos dos hotéis cinco estrelas da ilha, localizados em praias de areia branca e em áreas privilegiadas de Havana.

Distanciamento de clientes da hotelaria

Diversas redes hoteleiras que operam na maior ilha do Caribe se distanciaram discretamente da GAESA em meio às sanções e ameaças dos EUA.

A Reuters teve acesso a breves declarações fornecidas a operadores turísticos que atendem Cuba pelas grandes redes hoteleiras Blue Diamond Resorts, do Canadá, e Iberostar, da Espanha, rompendo relações com hotéis ligados à GAESA e sujeitos a sanções.

As decisões das principais redes hoteleiras seguem uma ordem executiva de Trump, de 1º de maio, que ampliou consideravelmente as sanções dos EUA ao comércio com Cuba, incluindo “qualquer pessoa estrangeira” que opere em qualquer setor da economia cubana.

Um período de transição, destinado a permitir que as empresas tomassem decisões sobre suas operações em Cuba, termina nesta sexta-feira (5).

A Blue Diamond deixará Cuba completamente, restando 15 hotéis sob diferentes redes, enquanto a Iberostar continuará administrando alguns hotéis não vinculados à GAESA.

As decisões não significam necessariamente o fechamento dos hotéis, mas sim que a administração será transferida para a Gaviota, empresa de turismo ligada à GAESA, segundo duas fontes do setor. Os preços e pacotes dos hotéis antes administrados pela Iberostar, por exemplo, permanecerão disponíveis até outubro.

A Iberostar não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O site da Blue Diamond está inacessível e não foi possível encontrar um contato para a imprensa.

A ordem executiva americana por tempo indeterminado levou as empresas de transporte marítimo CMA CGM e Hapag-Lloyd a suspenderem as reservas de e para Cuba até segunda ordem, colocando em risco até 60% do tráfego marítimo cubano em volume.

Diversas companhias aéreas, incluindo a russa Rossiya e a Air Canada, suspenderam os voos para Cuba devido à escassez de combustível de aviação e à queda acentuada do turismo.

O que é a Gaesa, grupo que ocupa o centro das tensões entre os EUA e Cuba?

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