O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que pretende priorizar o controle dos gastos públicos, reformas estruturais e a redução das taxas de juros caso seja eleito em 2026. As declarações foram feitas durante entrevista ao Projeto Eloos, em Belo Horizonte.
Segundo Caiado, o atual patamar da taxa básica de juros inviabiliza investimentos tanto no campo quanto na cidade. O governador atribuiu o cenário ao aumento da dívida pública e defendeu um amplo ajuste fiscal como forma de recuperar a confiança dos investidores.
“Não tem setor no mundo que sobreviva a uma taxa de juros real de 10%“, afirmou.
O pré-candidato disse que pretende encaminhar ao Congresso Nacional propostas de reforma administrativa, reforma política, reforma trabalhista e mudanças no sistema previdenciário.
Na avaliação dele, a combinação dessas medidas permitiria reduzir os juros para um patamar próximo de 10%, mantendo a inflação dentro da meta.
“Vou assumir o compromisso de cortar gastos, estimular o desenvolvimento do país e trazer a taxa de juros para níveis compatíveis com quem produz”, declarou.
Crédito rural e endividamento
Ao comentar a situação financeira dos produtores rurais, Caiado afirmou que o elevado custo do crédito tem agravado o endividamento no campo e dificultado novos investimentos.
Segundo ele, ainda há incertezas sobre as fontes de recursos que serão utilizadas para financiar programas de apoio ao setor e para renegociar dívidas dos produtores.
“O produtor rural ainda não sabe exatamente de onde sairão os recursos para atender suas necessidades de financiamento”, disse.
Para o governador, a redução dos juros é condição essencial para restabelecer a capacidade de investimento do agronegócio e de outros segmentos da economia.
Experiência em Goiás
Durante a entrevista, Caiado citou sua gestão à frente do governo goiano como exemplo de ajuste fiscal e equilíbrio das contas públicas.
Segundo ele, ao assumir o estado, encontrou dificuldades financeiras e implementou medidas de contenção de gastos em conjunto com os demais poderes.
“O estado de Goiás hoje tem compromissos em dia e capacidade de investimento. Isso demonstra que é possível fazer os ajustes necessários”, afirmou.
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1 de 18Painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais" durante o Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia
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2 de 18Adriana Maugeri, presidente da Associação Mineira de Indústria Florestal, durante painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia
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3 de 18Deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) durante painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia
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4 de 18Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, e Thales Almeida, secretário de Estado e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, durante o painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia
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5 de 18João Vitor Xavier, CEO da CNN e vice-presidente da Itatiaia, durante o Eloos, evento que debate os desafios e o futuro do agronegócio • Uarlen Valério / Itatiaia
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6 de 18Eloos, evento que debate os desafios e o futuro do agronegócio, é realizado em Belo Horizonte • Itatiaia
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7 de 18Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao chegar para o Eloos, evento que debate os desafios e o futuro do agronegócio • Itatiaia
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8 de 18Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado se cumprimentam durante o Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia
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9 de 18Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, durante o Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia
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10 de 18Painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro" durante o Eloos, em Belo Horizonte • Rodrigo Leite / Itatiaia
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11 de 18Núbia de Paula, vice-presidente em exercício da OAB-MG, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia
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12 de 18José Luiz Bellini Leite, chefe geral da Embrapa Gado de Leite, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia
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13 de 18Alexandre Lacerda, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia
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14 de 18Fernanda Pressinott, colunista da CNN Brasil, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia
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15 de 18Painel "Ciência para dentro das porteiras: os desafios para um agro tecnológico e inovador" durante o Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia
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16 de 18Ludmila Falcão, deputada estadual de Minas Gerais, durante o painel "Ciência para dentro das porteiras: os desafios para um agro tecnológico e inovador", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia
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17 de 18Antônio de Salvo, presidente do Sistema FAEMG, durante o painel "Ciência para dentro das porteiras: os desafios para um agro tecnológico e inovador", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia
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18 de 18Bernardo Scarpelli, presidente da Sociedade Mineira dos Engenheiros Agrônomos, durante o painel "Ciência para dentro das porteiras: os desafios para um agro tecnológico e inovador", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia
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Corrida presidencial
Questionado sobre o cenário eleitoral, Caiado disse estar otimista com a construção de sua pré-candidatura e afirmou que tem ampliado sua presença em diferentes regiões do país.
O governador destacou a importância de Minas Gerais para a disputa presidencial e afirmou que tem intensificado agendas no Estado.
“Tenho percorrido o Brasil inteiro e estruturado nossa presença nos estados. Minas Gerais tem um papel fundamental nesse processo”, afirmou.
Sobre uma eventual composição com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Caiado disse que ainda é cedo para discutir alianças definitivas e que as definições dependerão do avanço da campanha e do comportamento do eleitorado nos próximos meses.
Credibilidade como ativo
Ao encerrar a entrevista, Caiado afirmou que a recuperação da economia brasileira depende não apenas de medidas técnicas, mas também da confiança da sociedade nos governantes.
“O que sustenta um governo é a credibilidade moral do líder e sua capacidade de enfrentar os problemas”, declarou.
Segundo o pré-candidato, a combinação entre responsabilidade fiscal, redução dos juros e estímulo ao investimento privado seria o caminho para ampliar a geração de riqueza e a competitividade do país.

