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Aviação agrícola prevê melhora para querosene com redução da Petrobras

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Aviação agrícola prevê melhora para querosene com redução da Petrobras

O setor de aviação agrícola acredita que a melhora sobre os preços do querosene de aviação está concentrada no médio e no longo prazo. A avaliação surge após a Petrobras reduzir em 14,2% o preço médio de venda do QAV (querosene de aviação) para distribuidoras a partir de junho. 

A diminuição anunciada pela empresa na última segunda-feira corresponde à retração de R$ 0,93 por litro e visa aliviar os preços em um cenário de altas cotações influenciadas pelas tensões geopolíticas da Guerra em curso no Oriente Médio. 

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), a inflação sobre combustíveis de aviação impacta a cadeia de produção de alimentos na economia brasileira com altas sobre a gasolina e o querosene de aviação, que representa 30% da frota da aviação agrícola em território nacional.

Claudio Junior Oliveira, economista e diretor operacional do Sindag, destaca que o combustível é o mais utilizado no setor. “Apesar de termos diferentes tipos de combustível, as aeronaves movidas a querosene de aviação (Jet A-1) representam a maior parte da operação, justamente porque o consumo é muito maior. No Brasil, a utilização desse combustível é ainda mais significativa”, disse à CNN Brasil

Em abril, segundo o Sindag, o querosene de aviação teve inflação de 51,6% e apresentou um preço médio de R$ 8,46. O Sindag destaca que a inflação se deve, principalmente, às volatilidades geopolíticas, e prejudica a operação aeroagrícola no Brasil, concentrada no Centro-Oeste. 

Segundo a Petrobras, neste ano, os preços do QAV registraram um aumento de 54,5%, equivalente a uma alta de R$ 1,98 por litro, na comparação com o preço do combustível em dezembro de 2025. Com o anúncio os ajustes ocorrem no começo do mês.

O economista destacou a gradualidade dos impactos da redução anunciada pela Petrobras. “Nosso entendimento é que, no curto prazo, não haverá uma redução significativa nos preços. A expectativa de melhora está mais concentrada no médio e no longo prazo”, destacou.

Embora parte dos combustíveis consumidos no Brasil não dependa diretamente da rota marítima prejudicada pelo conflito, os preços são definidos internacionalmente impactam o mercado brasileiro. “Nossa principal preocupação continua sendo o Estreito de Ormuz e a viabilidade da passagem de navios pela região. Precisamos restabelecer tanto o consumo quanto as vendas”, ressaltou. 

“O mercado acabou mudando. Vivemos algo semelhante ao que ocorreu após a pandemia, um novo normal marcado por inflação elevada e juros altos. Isso não acontece apenas no Brasil, mas também em outras economias, como a dos Estados Unidos”, concluiu.

Como o produtor financia a safra no Brasil?

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