Últimas

Taesa projeta um retorno aos leilões do segmento em 2027

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Taesa projeta um retorno aos leilões do segmento em 2027

A transmissora de energia Taesa vai se concentrar ao longo do ano na incorporação de ​novos ativos recém-adquiridos e nas discussões com o governo ​federal sobre a renovação de suas concessões, enquanto projeta um retorno aos leilões do segmento em 2027, disse o diretor-presidente, Rinaldo Pecchio Jr, à Reuters.

A companhia, que tem controle dividido entre a estatal mineira Cemig e ISA Energia, espera assumir em quatro meses as novas linhas de transmissão e subestações compradas da Energisa, em transação de R$2,3 bilhões que combinou “sinergias operacionais, administrativas e também potencial de crescimento”, destacou o CEO.

“A gente comprou ativos no ⁠Pará, Tocantins, Bahia e Goiás. Os três ​primeiros têm óbvias sinergias capturáveis, e o de Goiás, a gente vê um crescimento por ​toda essa questão de agro, com possibilidade de aumentar um pouco a potência de transformação (‘MVA’)”.

Segundo o executivo, ⁠o negócio marcou um retorno da Taesa ao mercado ⁠de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês), em momento em que a companhia ​entra ‌em um processo de desalavancagem que vai se acentuar em 2028.

Ele avaliou ainda que compras de ativos já ⁠operacionais podem ser mais atrativas do que os certames para novos projetos, que continuam com taxas de retorno apertadas devido à forte competição entre empresas do setor.

“Nessa transação, fizemos mais ou menos a metade do investimento que fizemos ‌comparado ⁠aos leilões dos últimos ‌seis anos. E a gente trouxe mais quilômetros de linhas e potência de transformação do que (nos leilões) nos últimos seis anos.”

Sobre a participação em leilões este ano, que tem mais duas concorrências programadas até dezembro, o CEO disse ⁠que a participação da Taesa não está totalmente descartada, ⁠mas que isso só acontecerá se a empresa identificar uma oportunidade que preserve sua saúde financeira e capacidade de distribuição de dividendos.

“Este ano, ‌talvez a chance de participar seja um pouco menor. A partir do próximo ano, com a absorção (dos novos ativos), a gente já gerando o resultado, pode ser que a gente tenha condição de voltar”.

Outra prioridade da agenda da transmissora é a discussão, com o governo federal, para a renovação de uma parte ‌importante de suas concessões. Os contratos expiram em 2030, mas a empresa precisa manifestar seu interesse em manter o negócio três anos antes, em meados de 2027.

O CEO ressalta a importância da definição de regras ⁠para esse processo, já que ainda não estão claros pontos centrais, como indenização sobre ativos não amortizados e se haverá renovação dos contratos ou relicitação dos ativos.

O executivo disse que vem pedindo ao governo que a alternativa ​de renovação ou relicitação seja analisada caso a caso, dependendo do desempenho de cada concessão e transmissora. A Taesa ​também defende que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) seja chamado para opinar sobre o tema.

“Em um momento tão crítico da transmissão e da geração de energia, com a questão de cortes de geração e tudo mais, estamos falando: nós temos dado conta do recado”.

Taesa projeta um retorno aos leilões do segmento em 2027 — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado