A B3, através da Trillia, braço voltado de Dados, analytics e inteligência artificial, lançou na última semana uma nova ferramenta para certificação de carros desmontados, indo desde a emissão, registro e comercialização dos veículos.
Segundo a empresa, o programa também deve incentivar a renovação de frota, através de acesso simplificado a benefícios fiscais e linha de crédito subsidiada, garantindo um processo confiável que comprove a retirada de veículos de circulação com destinação correta, além de estar alinhado com as metas de descarbonização estabelecidas para a indústria automotiva.
A plataforma conecta os certificados gerados pelos Centros de Desmontagem de Veículos (CDVs) às montadoras, frotistas, instituições financeiras, etc, em torno de um certificado digital confiável, tendo garantia de unicidade, auditável e já reconhecido pelo mercado, o que viabiliza incentivos previstos em programas de renovação de frota, como o Renovar Pesados, do governo federal.
“A nossa visão é que este produto coloca os desmontes de veículos no centro da indústria, pavimentando a obtenção de incentivos fiscais e futuramente compensação de crédito de carbono. O CDV emite um certificado confiável e único sobre destinação daquele veículo após o desmonte, dando transparência a credores e reguladores sobre o cumprimento de pré-requisitos para obtenção de incentivos, como por exemplo o Programa Mover. No fim, ganha o mercado inteiro com mais transparência e menos risco”, afirmou Marcos Vanderlei, Diretor Geral na Trillia e Vice-Presidente na B3.
No Programa Mover, criado pelo Executivo federal, está previsto incentivos econômicos diretos vinculados à destinação adequada de veículos ao fim da vida útil, além de R$ 10 bilhões no Renovar Pesado, que tem prazo definido até o final de junho deste ano, aumentando a urgência para que frotistas e montadoras tenham acesso a instrumentos confiáveis para comprovar a renovação da frota e a desmontagem correta dos veículos antigos.
“Frotas mais novas e eficientes podem reduzir acidentes, emissões e consumo de combustível, ao mesmo tempo em que criam demanda por reciclagem de materiais e maior controle sobre a cadeia de desmontagem”, finalizou Vanderlei.
