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Henry Borel: irmão diz que defesa de Jairinho treinou Monique para mentir

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Henry Borel: irmão diz que defesa de Jairinho treinou Monique para mentir

O irmão de Monique Medeiros afirmou neste sábado (30), durante o julgamento da morte de Henry Borel, que um advogado ligado à defesa de Jairo Souza Santos Júnior teria tentado impor uma versão falsa sobre o caso.

Durante depoimento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, Bryan Medeiros da Costa e Silva declarou que o advogado André França teria “treinado” Monique para mentir após a morte da criança.

Segundo Bryan, a orientação passada era para que Monique afirmasse que Jairinho estaria dormindo no momento do crime. A testemunha afirmou ainda que a irmã era contra essa narrativa porque “teria que mentir”.

Ao longo do depoimento, Bryan também relatou episódios que, segundo ele, demonstrariam comportamento controlador de Jairinho em relação a Monique. Ele afirmou que o ex-vereador tinha ciúmes excessivos, monitorava a então companheira e chegou a fazê-la suspeitar que o celular estava grampeado.

Bryan também disse que Monique revelou posteriormente ter sofrido agressão física do ex-companheiro. Segundo o relato, Jairinho teria chegado bêbado em casa após um evento e a acordado a enforcando por ciúmes.

A sessão também deve seguir no domingo (31). Na sexta-feira (29), durante o quinto dia do julgamento, Jairinho deixou o plenário pouco antes do início do depoimento de Leniel.

Durante as perguntas, Leniel falou sobre seu último final de semana com o filho e o momento em que entrou Henry à mãe. “Foi maravilhoso, se não fosse tão trágico”, afirmou.

Ele detalhou que a separação entre ele e Monique havia ocorrido cerca de seis meses antes da morte de Henry. A mulher morava com Jairinho por cerca de um mês e meio, quando ocorreu a criança morreu.

Ao final dos dias, ele foi entregar Henry de volta à mãe. No momento da entrega, o menino resistiu e agarrou-se no colo do pai. Neste momento, Leniel tenou tranquilizá-lo, dizendo que “a mamãe é uma mamãe boa”. Segundo o depoimento, Henry respondeu que não era.

A juíza destacou que, em seu primeiro depoimento, Leniel havia descrito Monique como uma mãe zelosa. Em resposta, ele afirmou que sua percepção mudou após ter acesso a conversas e informações mais aprofundadas envolvendo familiares e outras pessoas próximas, incluindo a avó de Henry, a prima e outros envolvidos no caso.

Testemunhas de defesa e próximos passos

O cronograma de depoentes pendentes inclui nomes estratégicos indicados pelas bancas jurídicas de ambos os acusados. Pela defesa de Jairinho, são esperados os relatos de:

  • Jairo Souza Santos (pai do ex-vereador)
  • Fernanda Abidu Figueiredo
  • Leonardo Tauil
  • Roberto Souza
  • Hewdy Ribeiro
  • Miriam  Costa
  • Cristiane Izidoro

A lista da defesa de Monique Medeiros conta com sete convocados, priorizando o núcleo familiar e profissionais que conviviam com a criança. Devem ser ouvidos:

  • Rosangela Medeiros  (mãe de Monique)
  • Thayna d Ferreira (ex-babá de Henry).
  • Glauciane Dantas
  • Ana Paula Pacheco
  • Ari Mamede
  • Marcia Eduarda Andrade Vieira
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    À esquerda Dr. Jairinho, à direita Monique Medeiros com o filho Henry Borel • Arte/CNN

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    Monique Medeiros em audiência para ouvir testemunhas do processo sobre a morte do menino Henry Borel • Foto: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

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    Monique Medeiros em audiência para ouvir testemunhas do processo sobre a morte do menino Henry Borel • Foto: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

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    Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN

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    Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN

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    Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte do filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN

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    Prisão do ex-vereador Dr. Jairinho no Caso Henry Borel • ESTADÃO CONTEÚDO

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    Ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, em audiência no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro do Rio de Janeiro • Foto: PAULO CARNEIRO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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    Dr. Jairinho, namorado de Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, após prestar depoimento sobre a morte do garoto de 4 anos • Tânia Rêgo/Agência Brasil

Interrogatório dos réus e debates finais

Após a conclusão das oitivas de todas as testemunhas, o rito processual prevê o interrogatório de Jairinho e Monique Medeiros. Este será o momento em que os réus poderão apresentar suas versões sobre os fatos ocorridos em março de 2021.

Veja também: Henry Borel: Jairinho pede para sair antes de depoimento de pai da criança

Jairinho é acusado de ser o autor das agressões que resultaram em 23 lesões e na morte do menino, enquanto Monique responde por homicídio por omissão, sob a tese de que tinha conhecimento das agressões e não agiu para evitá-las.

Encerrados os interrogatórios, o julgamento entra na fase de debates orais entre o Ministério Público e os advogados de defesa. A decisão final caberá ao Conselho de Sentença, composto por sete jurados, que votará pela condenação ou absolvição dos réus.

Em caso de condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça pode determinar a prisão imediata dos acusados ainda no plenário.

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