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Planalto vê demonstração de força para pressionar Senado por fim da 6×1

Radar Olhar Aguçado(há 37 minutos)
Planalto vê demonstração de força para pressionar Senado por fim da 6×1

Diante do resultado amplamente favorável na Câmara dos Deputados, o Palácio do Planalto vê uma demonstração de força do governo e da própria proposta sobre o fim da escala trabalhista 6×1 para avançar com o texto no Senado de forma célere.

A PEC (proposta de emenda à Constituição) que implementa a escala 5×2 e reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais foi aprovada em dois turnos na noite desta quarta-feira (27) no plenário da Câmara. O placar do primeiro turno foi de 472 a 22 votos. O do segundo foi de 461 a 19. Agora, o texto segue para o Senado.

Para o governo, os placares amplos e com folga servirão também como uma forma de pressionar os senadores a aprovarem a proposta como ratificada pela Câmara — portanto, sem mudanças ou com menos mudanças em seu conteúdo.

Os resultados foram melhores até do que o esperado pelos próprios governistas, que antes falavam entre 390 e 450 votos favoráveis.

Os ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) estiveram presentes na Câmara ao longo de todo o dia para as articulações até o final da análise da proposta.

Ao longo destas últimas semanas, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eles conseguiram amarrar um acordo sólido com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o centrão.

A oposição e alguns poucos deputados de centro se viram sozinhos em críticas mais contundentes ao texto — tanto que a maioria dos parlamentares do PL votou a favor da proposta na noite desta quarta.

O Planalto quer que o Senado aprove a proposta até o final de julho, antes do recesso parlamentar, e a tempo de os trabalhadores sentirem o efeito das mudanças nas eleições de outubro.

Líderes do centrão na Câmara avaliam ser quase certeza que os senadores farão alguma mudança no texto. Neste caso, a depender das alterações, a proposta ainda teria de voltar para uma última análise da Câmara.

O PL no Senado já trabalha para alongar a tramitação da proposta, fazendo-a passar por mais de uma comissão temática antes de chegar ao plenário, por exemplo.

Pelo texto aprovado na Câmara, as mudanças na jornada e na escala trabalhista começarão a partir de 60 dias após a promulgação da proposta no Congresso e levarão ao menos 14 meses para serem totalmente implementadas.

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