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Fluxo Oculto e PCC: entenda como funciona uma fintech

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Fluxo Oculto e PCC: entenda como funciona uma fintech

Órgãos de investigação e controle deflagraram, na manhã desta quinta-feira (28), a Operação Fluxo Oculto, desdobramento da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro ligado ao setor de combustíveis com envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital). A analista de economia da CNN Débora Oliveira explicou ao Live CNN como funcionam as fintechs, que foram usadas para movimentar bilhões de reais de forma ilícita.

O que são fintechs e como funcionam

O termo “fintech” é a junção das palavras em inglês financial e technology, ou seja, finanças e tecnologia. Segundo Débora Oliveira, são empresas menores, conhecidas como startups, que utilizam ferramentas tecnológicas para oferecer serviços financeiros de forma desburocratizada.

“São empresas que introduzem inovação com tecnologia”, explicou a analista. Elas atuam por meio de plataformas online com interfaces de fácil navegação, o que ampliou significativamente a inclusão de pessoas no sistema financeiro.

De acordo com informações do próprio Banco Central, as fintechs de crédito se dividem em duas categorias: SCD (Sociedade de Crédito Direto), que opera com recursos próprios, e SEP (Sociedade de Empréstimo entre Pessoas), que conecta pessoas dispostas a emprestar dinheiro com aquelas que precisam de crédito.

Por operar com custos mais baixos do que os grandes bancos, esse modelo atraiu tanto investidores quanto tomadores de crédito — e também abriu brechas para a atuação do crime organizado.

A brecha regulatória que facilitou a lavagem de dinheiro

Débora Oliveira destacou que as fintechs, por serem classificadas como empresas de meios de pagamento, não eram obrigadas a cumprir as mesmas exigências regulatórias impostas aos grandes bancos. Essa diferença criou uma brecha significativa. “No final das contas, elas não precisavam cumprir com as mesmas obrigações que as grandes instituições financeiras”, afirmou a analista.

O crime organizado se aproveitou dessa lacuna para inserir dinheiro ilícito nessas plataformas, movimentá-lo e, assim, “esquentar” os recursos — termo utilizado para descrever o processo de lavagem de dinheiro.

A Receita Federal já havia tentado, no ano anterior, impor a essas empresas a obrigação de prestar informações por meio do sistema E-Financeira — um mecanismo de transparência que os grandes bancos já utilizavam desde a criação do Pix.

No entanto, a medida gerou uma onda de desinformação, o que acabou dificultando temporariamente a fiscalização. Somente após a primeira fase da Operação Carbono Oculto foi possível regulamentar e equiparar as obrigações das fintechs às dos grandes bancos.

Da Carbono Oculto à Fluxo Oculto

A primeira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto do ano anterior, detectou mais de R$ 140 bilhões sendo transacionados de forma suspeita, com envolvimento de uma gestora identificada como RIAG, posteriormente liquidada pelo Banco Central.

As investigações continuaram, agora com a participação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e resultaram na Operação Fluxo Oculto, que identificou outras empresas e fintechs movimentando cerca de R$ 26 bilhões dentro do mesmo esquema.

Duas das fintechs investigadas não cumpriram a obrigação regulatória de repassar informações à Receita Federal e deverão receber notificações. “Lavagem de dinheiro é dinheiro do crime organizado sendo lavado, sendo incluído no sistema financeiro através de empresas financeiras”, resumiu Débora Oliveira.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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