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92% dos brasileiros querem alertas sobre vazamento de dados, revela estudo

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
92% dos brasileiros querem alertas sobre vazamento de dados, revela estudo

A preocupação com a exposição de informações pessoais e segurança digital segue forte entre os brasileiros. De acordo com um levantamento da NordVPN, 92% dos entrevistados querem ser avisados caso seus dados sejam comprometidos.

A pesquisa mostra que, mesmo entre pessoas que já adotam medidas de proteção, ainda existe uma forte sensação de vulnerabilidade em relação ao uso dos dados pessoais por sites, aplicativos e plataformas digitais.

Brasileiros seguem preocupados com privacidade online

Segundo o estudo, 79% dos brasileiros dizem revisar ou ajustar regularmente as configurações de privacidade dos sites e aplicativos que utilizam, o que aponta para um comportamento mais atento em relação à segurança digital.

Mesmo assim, há sinais de que parte dos usuários ainda enfrenta dificuldade para entender o funcionamento desse ambiente. Um em cada cinco entrevistados afirma não compreender como seus dados pessoais são coletados e usados por serviços online e redes sociais, o que ajuda a explicar por que o desconforto com o tema continua presente.

A insegurança se torna ainda mais perceptível quando envolve transações financeiras, já que 36% dos brasileiros não se sentem seguros ao inserir informações de pagamento em sites de compras. Ou seja, a preocupação com privacidade também pesa na hora de consumir pela internet.

Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada com mil usuários de internet no Brasil, entre 18 e 74 anos, de todas as regiões do país.

Alerta sobre vazamentos supera média global

Na comparação internacional, o Brasil aparece acima da média global na expectativa por alertas rápidos sobre incidentes de segurança. Enquanto 92% dos brasileiros querem ser avisados imediatamente em caso de vazamento de dados, a média nos 23 mercados analisados ficou em 87%.

O Brasil aparece ao lado de mercados como México, Taiwan e Hong Kong, onde a alta preocupação com vazamentos de dados vem acompanhada de uma percepção mais forte de controle sobre as próprias informações.

Já em países como Suécia, Noruega, Japão, Dinamarca e Polônia, a diferença entre preocupação e sensação de controle é ainda maior.

Sensação de controle sobre dados pessoais ainda é baixa

Apesar da adoção de medidas de proteção, a sensação de controle ainda está longe de ser plena. Os dados do levantamento sugerem que apenas 60% dos brasileiros sentem que controlam a forma como seus dados pessoais são tratados online.

Isso significa que quatro em cada dez não se percebem totalmente no comando depois que essas informações são compartilhadas.

Para o CTO da NordVPN, Marijus Briedis, os dados revelam que estar ciente dos riscos não significa, necessariamente, sentir que há controle sobre os próprios dados. 

“As pessoas podem entender como seus dados estão sendo coletados e tomar medidas para se proteger, mas ainda assim sentir que o verdadeiro controle está nas mãos de plataformas, aplicativos e empresas”, Marijus explica.

Ou seja, mesmo quando o usuário tenta se proteger, ele pode continuar com a sensação de que não decide totalmente o destino das próprias informações depois que elas são compartilhadas online.

A verdade é que administrar a privacidade exige uma série de decisões em diferentes serviços e plataformas. Inclusive, esse processo fica ainda mais difícil quando as permissões são excessivas, as configurações não são exatamente claras e as coletas de dados são difíceis de entender.

Especialista recomenda medidas para reduzir riscos digitais

Segundo o CTO, apesar dos usuários não conseguirem controlar todas as decisões tomadas pelas empresas sobre suas informações, ainda é possível reduzir exposições desnecessárias e dificultar o uso indevido.

“Manter a privacidade hoje exige que as pessoas tomem dezenas de pequenas decisões em diferentes serviços. Se as configurações não são claras, as permissões são excessivas ou as práticas de coleta de dados são difíceis de entender, até usuários cuidadosos podem sentir que têm apenas uma compreensão parcial sobre como seus dados estão sendo tratados”, acrescenta Briedis.

Entre as recomendações do estudo para aumentar a segurança, estão revisar as permissões concedidas aos aplicativos e remover acessos desnecessários, como localização, contatos, câmera, microfone e fotos.

Para se proteger melhor, confira sete dicas de Briedis para fortalecer sua privacidade digital:

  1. Revisar permissões de aplicativos e remover acesso à localização, contatos, câmera, microfone ou fotos quando não forem necessários;
  2. Compartilhar o mínimo possível de informações ao criar contas, especialmente em campos opcionais;
  3. Usar senhas fortes e únicas e ativar autenticação multifator;
  4. Verificar regularmente as configurações de privacidade em redes sociais, sites de compras e aplicativos;
  5. Ter cuidado ao inserir dados de pagamento online, conferindo o endereço do site e evitando salvar cartões em plataformas pouco confiáveis;
  6. Utilizar ferramentas de cibersegurança que bloqueiem sites maliciosos, rastreadores, anúncios invasivos e downloads perigosos, como a NordVPN;
  7. Levar notificações de vazamento de dados a sério. Caso seus dados sejam expostos, alterar senhas afetadas, ativar autenticação multifator e monitorar mensagens ou tentativas de login suspeitas.

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