O ministro do Trabalho Luiz Marinho afirmou nesta quarta-feira (27) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá buscar o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) para costurar a tramitação da PEC do fim da 6×1.
Marinho acredita que Alcolumbre terá sensibilidade para aprovar a proposta rapidamente na Casa Alta.
“O Senado também terá a sabedoria de ouvir o grito da sociedade brasileira. Vamos conversar com o Davi e tenho certeza que a sensibilidade vai convencer o senador”, disse.
Ainda de acordo com o ministro, a tensão entre o Legislativo e o Executivo não existe mais. O Senado reprovou em março a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal). Essa foi a primeira vez em mais de 130 anos que a Casa Alta recusou uma indicação à Corte. Agora, Lula deve decidir se faz uma nova indicação até o final do ano ou se deixa para um eventual quarto mandato.
Marinho minimizou a falta de diálogo entre eles neste momento e disse que Lula e Alcolumbre são como amigos que “ficam meses sem se falar, mas que retomam o contato caloroso”.
Em entrevista, o ministro fez o apelo para que o texto seja votado ainda no primeiro semestre no Senado, mas disse respeitar o tempo da Casa Alta. Para ele, o ideal é que o projeto não tenha mudanças significativas e nem retorne à Câmara.
“O Senado tem o tempo dele. Mas a gente pede que eles façam o mais rápido possível. Espero que o Senado tenha sabedoria de manter o relatório para não ter que voltar para cá para depois voltar pro Senado”, concluiu Marinho.
A CNN já havia antecipado essa tendência. Articuladores políticos no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional tentam marcar um encontro entre Lula e Alcolumbre até a sexta-feira (29).
A expectativa é de que a conversa possa ocorrer após a aprovação do fim da escala 6×1 na Câmara, com a bola já entregue ao Senado Federal.
O ambiente, no entanto, tem mudado novamente e governistas acreditam ser possível fazer a ponte para a agenda se concretizar e os dois apararem arestas da relação conflituosa nos últimos meses.
Os indicativos até aqui são de que o Senado não deve embaralhar os planos do governo de ver uma pauta de forte apelo eleitoral como o fim da jornada 6×1 aprovada até junho.

