O Ministério da Saúde do Líbano informou que ataques aéreos israelenses mataram 31 pessoas e feriram outras 40 nesta terça-feira, em um dos dias mais letais desde que o cessar-fogo no Líbano entrou em vigor em abril.
Em comunicado, o ministério afirmou que entre os mortos e feridos há crianças e mulheres, e acusou Israel de realizar “uma série de massacres” em vários locais do sul do Líbano.
A CNN entrou em contato com os militares israelenses para comentar o caso.
Mais cedo nesta terça-feira, as Forças de Defesa de Israel afirmaram em comunicado que “continuam atacando terroristas e infraestrutura do Hezbollah no sul do Líbano”.
Os militares disseram que suas tropas “eliminaram terroristas do Hezbollah envolvidos na preparação de ataques contra soldados das IDF” e atingiram infraestrutura usada para o lançamento de foguetes.
O Líbano registrou um dos bombardeios mais intensos das últimas semanas nesta terça, com mais de 120 ataques aéreos israelenses, disseram fontes de segurança libanesas.
Os ataques aumentaram ainda mais a pressão sobre o frágil cessar-fogo, em vigor desde 16 de abril.
Alguns bombardeios atingiram áreas próximas ao Castelo de Beaufort, uma fortaleza de quase 900 anos no sul do Líbano que a UNESCO descreve como um dos exemplos mais bem preservados de castelos medievais da região. Pelo menos três ataques também atingiram áreas próximas à represa de Qaraoun, o maior reservatório de água do Líbano, no leste do país, informou a Agência Nacional de Notícias libanesa.
Israel também está expandindo as operações terrestres no sul do Líbano. Em comunicado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os militares israelenses “estão operando com grandes forças em campo e capturando e controlando áreas”.
*Com Reuters

