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Fisiculturista que espancou médica tem pedido de insanidade negado pelo TJ

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Fisiculturista que espancou médica tem pedido de insanidade negado pelo TJ

O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou o pedido de instauração de insanidade mental feito pela defesa do fisiculturista Pedro Camilo Garcia, preso após espancar a namorada médica, Samira Khouri, em julho de 2025.

A defesa buscava aprovação da Justiça para realizar um exame psicológico em Pedro. Os advogados alegam que o fisiculturista possui um histórico de abuso de substâncias, incluindo anabolizantes e drogas psicotrópicas, bem como um transtorno alimentar grave, o que teria comprometido sua saúde mental na época do crime.

Os advogados planejavam demonstrar que o fisiculturista estava incapacitado de entender os seus atos no momento do espancamento. A solicitação foi recusada no último dia 6 de maio pela juíza da 4ª vara do Júri da capital paulista.

A magistrada entendeu que os elementos colhidos durante o processo penal mostram que, apesar dos supostos transtornos, eles não afetaram a consciência de Pedro de entender sobre seus atos, mantendo sua responsabilidade sobre o crime intacta.

“As alterações de humor ou impulsividade mencionadas por testemunhas situam-se no campo comportamental, não atingindo o núcleo da capacidade intelectiva exigida pelo Direito Penal“, diz a decisão.

A defesa da médica Samira Khouri, representada pela advogada Gabriela Manssur, afirmou que recebeu com “respeito e confiança” a decisão da Justiça.

“Desde o início do caso, sustentamos que o uso de anabolizantes, medicamentos controlados ou eventual alteração comportamental não pode servir como justificativa automática para afastar a responsabilidade penal em crimes graves praticados contra mulheres, especialmente em casos de tentativa de feminicídio. É extremamente preocupante a crescente tentativa de banalização de teses defensivas que buscam transformar escolhas conscientes de vida, como o uso reiterado e voluntário de substâncias, em mecanismos de relativização da violência masculina”, diz a nota.

A defesa de Samira finaliza dizendo que segue acompanhando o caso e que acredita no “compromisso com a justiça”.

Pedro virou réu no caso e responde por tentativa de de homicídio qualificado. A CNN Brasil tenta contato com a defesa dele. O espaço segue aberto.

Relembre o caso

Pedro Camilo foi preso em flagrante, após ser localizado pelas autoridades no litoral de São Paulo. Segundo informações da investigação, ele fugiu da capital levando o carro da namorada, sem prestar socorro após a agressão.

O crime ocorreu durante a comemoração do aniversário da vítima, em um apartamento alugado via Airbnb no bairro de Moema, zona sul da capital. O fisiculturista confessou ter agredido por ciúmes, alegando ter visto conversas íntimas no celular da companheira.

As imagens do circuito interno do condomínio revelaram a sequência dos fatos. A vítima retornou sozinha ao apartamento às 4h07 da madrugada, e Pedro chegou cerca de 20 minutos depois, às 4h23.

Segundo a investigação, as agressões duraram apenas seis minutos. Pedro foi visto deixando o imóvel às 4h29, apressado, com um objeto na mão e a mão direita ensanguentada, optando pelas escadas e fugindo rapidamente com o carro da namorada. Durante a violência, Pedro Camilo quebrou a própria mão.

Vizinhos foram cruciais para a descoberta do crime, acionando a Polícia Militar (PM) após ouvirem gritos e barulhos de briga vindos do apartamento.

Sequelas

Samira chegou a ficar em estado grave e entubada no Hospital do Campo Limpo. Logo depois, ela foi transferida para o hospital em Santos (Casa de Saúde).

A médica passou por cirurgias com objetivo de restaurar a função e estética das regiões citadas. Após dois dias, a médica recebeu alta da UTI e foi transferida para o quarto. No dia 27 de julho ela foi liberada do hospital.

Veja momento da prisão de fisiculturista que espancou namorada em SP

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