O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (27) que o Estreito de Ormuz ficará aberto a todos e não será controlado por nenhum país em qualquer acordo firmado com o Irã.
“Vamos vigiar, mas ninguém vai controlar. Isso faz parte da negociação. Eles gostariam de controlar. Ninguém vai controlar. São águas internacionais“, disse.
Em seguida, Trump afirmou que Omã terá que “se comportar” como qualquer outro país ou que então os EUA terão que bombardeá-lo. Não está claro se o presidente queria, na verdade, se referir ao Irã.
A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre essa declaração. A embaixada de Omã em Washington também não respondeu até a última atualização.
Em outro momento, Trump afirmou que não se sentia confortável com a possibilidade de a Rússia ou a China tomarem posse do estoque de urânio altamente enriquecido do Irã.
Trump diz que não será pressionado para fechar acordo
O presidente dos EUA destacou que não será pressionado para fechar um acordo com o Irã, indicando que não terá pressa para concluir as negociações antes das eleições de meio de mandato.
Essa é uma preocupação do Partido Republicano, tendo em vista que a popularidade do presidente está caindo com o conflito.
“Eles pensaram que conseguiriam me vencer na espera, sabe? ‘Nós vamos vencê-lo, ele tem as eleições de meio de mandato'”, comentou Trump.
“Não me importo com as eleições de meio de mandato. Vejam o que aconteceu ontem à noite, aquilo foi um prelúdio para as eleições. As pessoas entendem”, disse ele, em referência à vitória do candidato que apoiou no segundo turno das primárias republicanas para o Senado no Texas.
Entenda como tensão em Ormuz afeta cessar-fogo entre EUA e Irã

