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Em comissão na Câmara, ministro da Justiça evita responder sobre Ramagem

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Em comissão na Câmara, ministro da Justiça evita responder sobre Ramagem

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, compareceu na manhã desta quarta-feira (27) à Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados para falar sobre a cooperação internacional em torno da prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.

Durante a sessão, o ministro desconversou ao responder às perguntas feitas pelos congressistas especificamente sobre Ramagem.

Lima e Silva foi convocado pelo colegiado para explicar a cooperação internacional em torno da prisão do ex-deputado, bem como a expulsão do delegado da PF (Polícia Federal) Marcelo Ivo de Carvalho dos Estados Unidos no fim de abril.

Deputados questionaram as circunstâncias da fuga e da prisão de Ramagem, bem como a ausência do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em outro encontro da comissão. Andrei havia sido convidado para prestar esclarecimentos em sessão anterior, mas não compareceu.

Apesar das perguntas, o ministro focou a sua fala em questões técnicas envolvendo o Ministério da Justiça e a Polícia Federal e em como funcionam os acordos de cooperação.

Quanto ao caso em específico, Lima e Silva se limitou a destacar informações já públicas, como o fato de que Ramagem não foi preso por conta de sua condenação pelo STF (Supremo Tribunal Federal), mas por questões migratórias, já que sua situação no país estava irregular.

Condenado a 16 anos por tentativa de golpe de Estado, Ramagem fugiu do país rumo aos EUA. Em abril deste ano, ele foi preso pelo ICE, o serviço de imigração e controle de fronteiras americano. Dias depois, no entanto, foi solto.

Além disso, também comentou brevemente a expulsão do delegado Marcelo Ivo do país.

Depois da prisão de Ramagem, o governo americano pediu para que o agente deixasse os EUA. Ivo foi o responsável por ter feito o monitoramento que resultou na prisão do ex-deputado.

Para responder sobre esse ponto, Lima e Silva leu a resposta oficial da PF. A corporação disse que a atuação de Ivo nos EUA se limitou às informações “já disponíveis”, entre elas, o mandado de prisão expedido pelo Supremo, e que a atuação do delegado ocorreu “estritamente dentro da atuação normativa do cargo”.

Ao fim da sessão, deputados da oposição criticaram a falta de respostas por parte do ministro.

A sessão se estendeu, mas não o suficiente para que Lima e Silva respondesse a todos os questionamentos. Após a participação na comissão, ele se dirigiu a uma agenda em Assunção, capital do Paraguai, para tratar de acordos de cooperação com os ministros da Justiça dos países que integram o Mercosul (Mercado Comum do Sul).

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