A PF (Polícia Federal) cumpre nesta terça-feira (26) mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). É a segunda vez em 12 dias que ele é alvo do órgão na Operação Compliance Zero, que investiga aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no extinto Banco Master, de Daniel Vorcaro.
De acordo com a nota da Polícia Federal, “a investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024″.
A PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra Castro na Operação Sem Refino no último dia 15. O dono da Refit, Ricardo Magro, que controla a refinaria de Manguinhos (RJ) e é acusado de liderar fraudes bilionárias no mercado de combustíveis, também foi alvo da operação.
De acordo com a PF, a operação do último dia 15 investiga a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis, suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
Como funciona o processo de busca e apreensão?
O processo de busca e apreensão costuma contar com uma equipe de quatro pessoas, sendo três agentes da PF e um delegado. Dependendo do tamanho da operação e do alvo, duas equipes podem ir até o local.
É necessário que haja uma testemunha acompanhando a operação e que o alvo veja tudo o que for levado pelas autoridades. A pessoa investigada, inclusive, assina um documento para atestar tudo o que saiu de sua casa e será usado na investigação.
Nesses casos, a polícia revira todos os itens do local e verifica todos os cômodos, desde abrir armários e gavetas até procurar dentro de meias e sapatos. Dessa forma, a PF apreende o que considera interessante e importante para a investigação.

