A Polícia Civil de São Paulo realiza, na manhã desta terça-feira (26), uma operação contra dois homens que se passavam por médicos e realizaram cerca de 2 mil atendimentos ao logo de dois anos em um hospital privado da zona Leste da capital.
As diligências ocorrem na capital paulista e nos municípios de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes; até o momento um alvo foi localizado.
O inquérito policial também apontou que nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos prestados.
A gestora operacional e o diretor clínico do hospital foram afastados de suas funções durante o curso da investigação, que identificou indícios de omissão e negligência por parte da unidade hospitalar.
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De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), são cumpridos ao todo sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária, além de outras duas medidas cautelares. A ação foi batizada de “Hipócrates II”.
O delegado Mariano de Araújo afirmou que a investigação aponta uma atuação clandestina prolongada, com consequências gravíssimas para pacientes e indícios de falhas que vão além dos falsos médicos.
Estamos falando de pessoas que exerceram ilegalmente uma profissão que lida diretamente com vidas.
Mariano de Araújo, delegado titular do 22° DP
A operação é realizada pelo 22º Distrito Policial, de São Miguel Paulista. Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária, além de outras duas medidas cautelares determinadas pelas Justiça.
A CNN Brasil solicitou posicionamento ao hospital envolvido e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

