Soldados de Israel iniciaram operações terrestres além da “Linha Amarela” — a fronteira da “zona de segurança militar” do país no sul do Líbano, informou um oficial militar israelense à CNN.
A fonte acrescentou que o objetivo da expansão dessas operações — que ele definiu como “direcionadas” — é afastar o perigo de drones explosivos do Hezbollah da fronteira e, assim, “eliminar ameaças diretas”.
Isso acontece em meio a um aumento nos disparos contra comunidades israelenses na fronteira nos últimos dias.
O Hezbollah afirmou nesta terça-feira (26) que atacou forças israelenses que avançavam em direção à cidade de Zawtar al-Sharqiya, no sul do país, com drones explosivos, foguetes e artilharia.
A Linha Amarela se estende de leste a oeste, a alguns quilômetros ao norte da fronteira entre Israel e Líbano, cruzando o rio Litani. Cerca de 55 cidades e vilarejos ao sul dessa demarcação estão sob controle israelense.
As forças israelenses haviam, em grande parte, optado por não operar além da “Linha Amarela” e ao norte do rio Litani nas últimas semanas, atendendo a pedidos dos Estados Unidos, que estão mediando negociações diretas entre Israel e Líbano.
No entanto, como a CNN noticiou anteriormente, Israel decidiu intensificar as operações contra a infraestrutura de drones do Hezbollah, em ações coordenadas com os EUA.
As Forças de Defesa de Israel informaram nesta terça-feira (26) que atacaram mais de 100 alvos do grupo armado no Líbano durante a noite e emitiram extensas ordens de desocupação para os moradores da cidade de Nabatieh, no sul do país.
Os militares alertaram que qualquer pessoa próxima a agentes ou instalações do Hezbollah pode estar colocando sua vida em risco.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou na segunda-feira (25) que intensificaria os ataques.
*com informações da Reuters

