A caneta brasileira de semaglutida sintética análoga ao Ozempic, fabricado pela EMS e aprovada hoje pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ainda não tem estimativa de preço ou de data de lançamento.
O medicamento Ozivy é fabricado pela EMS e é uma versão sintética do mesmo princípio ativo do Ozempic, que teve a patente derrubada em 20 de março.
Em coletiva de imprensa na manhã nesta terça-feira (26), o vice-presidente da empresa afirmou que ainda não há uma definição de quando o fármaco vai estar disponível ao público nem o valor de venda.
“Mas trabalhamos para que o preço seja acessível para a classe médica e a população e abaixo do valor que se vende no mercado. O preço final ainda não está fechado, mas estamos com olhar de acessibilidade”, disse Marcus Sanchez.
Ele ainda afirmou que a precificação deve ser 30% inferior ao das principais opções disponíveis. De acordo com a farmacêutica, a EMS vai vender a caneta em três doses: 0,25 miligrama, 0,5 mg, 1 mg e 1 mg com duas canetas.
O Ozivy faz parte dos chamados medicamentos do tipo GLP-1 e é feito à base de semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic. Essa categoria é indicada para o tratamento da diabetes tipo 2 e é popularmente conhecida como “canetas emagrecedoras“.
“Entendemos que a semaglutida é um produto desejado, com demanda reprimida muito grande que não conseguimos estimar. Existem necessidades de opções a serem criadas para a classe médica e para os pacientes”, afirmou Sanchez. “Num primeiro momento, o produto é focado em diabéticos, sempre com prescrição médica.”
Na coletiva, a empresa disse que tem como expectativa a venda de 1,2 milhão de doses do medicamento no primeiro ano, com um faturamento de R$ 500 milhões.
A EMS disse ter entrado nesta terça com um pedido na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos para estimar o valor máximo do medicamento.

