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OMS diz que 220 mortes suspeitas de Ebola foram registradas na África

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
OMS diz que 220 mortes suspeitas de Ebola foram registradas na África

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (25) que o surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda está se alastrando mais rapidamente do que a capacidade de resposta, elevando o número de mortes suspeitas para 220.

Em uma reunião online da União Africana sobre o surto, Ghebreyesus afirmou que a demora na detecção dos casos de Ebola significa que os profissionais de saúde estão agora “correndo atrás do prejuízo” e que a epidemia provavelmente piorará antes de melhorar.

Tedros informou que viajará para o Congo – epicentro do surto – na terça-feira (26), acompanhado de outro alto funcionário da OMS responsável por emergências de saúde, Chikwe Ihekweazu.

Na manhã desta segunda-feira (25), Uganda, país vizinho, relatou mais dois casos de Ebola, elevando o número total de casos confirmados para sete. Tedros afirmou que outros países que fazem fronteira com o Congo correm alto risco e devem tomar medidas imediatas.

A OMS declarou o surto da rara cepa Bundibugyo do Ebola uma emergência de saúde pública de importância internacional.

Tedros disse que conter o surto, que se alastra rapidamente, é complicado pelo fato de as províncias congolesas de Ituri e Kivu do Norte serem extremamente inseguras e não haver vacinas aprovadas para o vírus Bundibugyo.

Entenda como começou o surto de Ebola

O primeiro caso suspeito conhecido foi de um profissional de saúde, cujos sintomas começaram em 24 de abril, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). A pessoa morreu posteriormente em um centro médico em Bunia, capital da província de Ituri.

Em 5 de maio, a OMS recebeu um alerta sobre uma “doença desconhecida” com alta mortalidade na província, informou a agência. Após uma investigação de uma “equipe de resposta rápida” em 13 de maio, o surto foi confirmado como vírus Bundibugyo em 15 de maio.

Jeremy Konyndyk, ex-líder do combate à Covid e ajuda em desastres na USAID (agência dos EUA para o desenvolvimento internacional), disse que várias “gerações de transmissão” devem ter passado despercebidas antes que o surto fosse confirmado, o que ele classificou como um “grande problema”.

No domingo (17), o órgão de saúde da ONU declarou a epidemia uma “emergência de saúde pública de importância internacional” e afirmou que a alta taxa de positividade e o aumento do número de casos e mortes indicam “um surto potencialmente muito maior”.

Tedros Adhanon, da OMS, disse que esta é a primeira vez que um diretor-geral declara uma emergência desse tipo antes de convocar o comitê posteriormente na terça-feira (19).

Anne Ancia, representante da OMS na República Democrática do Congo, confirmou na terça-feira que o surto também se espalhou para a província de Kivu do Norte, que faz fronteira direta com Ituri, mas acrescentou que ainda há “incerteza significativa” sobre o número real de infecções.

O que sabemos sobre o surto de Ebola que a OMS declarou emergência global

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