O setor privado “efetivamente” não encontrou espaço para discutir a questão da escala 6×1 com o governo federal, segundo o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban.
Diferentemente de outras pautas, o empresário afirmou em entrevista exclusiva à CNN Brasil que “o diálogo antes era possível”.
Alban defendeu que as discussões sejam mais aprofundadas, e relatou que teve conversas com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator da proposta que reduz a jornada de trabalho, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA).
Porém, lamentou a tramitação “açodada” do texto, defendendo que mesmo a regra de transição ventilada é insuficiente para que o setor se adeque a uma mudança tão brusca.
Hugo disse nesta segunda-feira (25) que a proposta pelo fim da escala 6×1 determinará uma jornada de 40 horas semanais e um período de transição de um ano.
Em reunião nesta manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi acordada uma redução de duas horas na carga horária semanal após 60 dias da promulgação da nova regra. Depois, após 12 meses, deverá ser implementada uma jornada máxima de 40 horas.
Estudo: fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas

