O segundo lugar conquistado por Lewis Hamilton no Grande Prêmio do Canadá no último domingo (24) foi seu melhor resultado desde que trocou a Mercedes pela Ferrari em janeiro do ano passado, desconsiderando uma vitória em sprint. O resultado também marcou seu segundo pódio na temporada.
Seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, soma dois terceiros lugares, conquistados na Austrália e no Japão. Com isso, a Ferrari subiu para a segunda colocação no Mundial de Construtores, 72 pontos atrás da Mercedes.
Hamilton é tricampeão do GP de Mônaco, com sua vitória mais recente acontecendo em 2019, ainda pela Mercedes. No ano passado, quem venceu foi Lando Norris, da McLaren e atual campeão mundial.
Após ultrapassar o ex-rival da Red Bull, Max Verstappen, no fim da corrida em Montreal, Hamilton afirmou que o desempenho da Ferrari em um circuito de alta velocidade aumentou as esperanças para Mônaco.
A equipe italiana vem perdendo tempo nas retas, mas compensando nas curvas — justamente o ponto forte do traçado de Mônaco, onde ultrapassagens são extremamente difíceis e a classificação costuma decidir a corrida.
“Mônaco é a pista em que potência não é o fator principal. Acho que nosso carro pode ser muito forte lá”, afirmou Hamilton.
“Se tirarmos essa desvantagem de potência, estaremos brigando com a Mercedes. Mônaco deve ser divertido.”
Os carros de 2026 estão menores, mais leves e mais curtos após mudanças importantes no regulamento técnico da Fórmula 1.
A Ferrari também vem se destacando nas largadas graças a um turbo menor em comparação aos rivais, tornando o carro mais responsivo ao acelerador.
“Mônaco é uma história completamente diferente, com condições diferentes”, disse o chefe da Ferrari, Fred Vasseur, que chamou Hamilton de “Luigi” após a corrida — apelido que pode acabar pegando.

