As consultas dos valores de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para uso no programa de renegociação de dívida, Desenrola 2.0, estão liberadas para os trabalhadores a partir desta segunda-feira (25).
Segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), a medida permitirá a utilização de até 20% do saldo do Fundo de Garantia ou até R$ 1 mil para quitação de dívidas em atraso.
Após a consulta do saldo, as instituições financeiras terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as operações junto à Caixa Econômica Federal, que fará a transferência direta dos recursos dos trabalhadores à instituição credora.
Para usar o FGTS como forma de amortização ou quitação de dívida, é preciso aderir ao programa do Governo Federal.
O trabalhador interessado em utilizar o saldo deverá se dirigir ao banco e solicitar o cadastro no Desenrola 2.0. Cerca de 10 mil agências dos Correios também estarão recebendo adesões como forma de facilitar o processo.
O que esperar do programa
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, até o dia 14 de maio, o Desenrola 2.0 já renegociou R$ 10 bilhões, em 1,1 milhão de operações. Segundo ele, um milhão de CPFs já foram beneficiados e 449 mil dívidas foram pagas à vista.
A estimativa é de que até R$ 8,2 bilhões do FGTS possam ser utilizados para renegociação de dívidas por meio do programa.
De acordo com Rogério Ceron, na última quinta-feira (21), secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o teto de R$ 8 bilhões tem a função de “manter o Fundo equilibrado”, evitando que quantias muito grandes dos saldos de reserva sejam sacadas para o pagamento de débitos.
No entanto, o Ministério da Fazenda espera que o montante não seja utilizado integralmente, pois a expectativa do governo é que o Desenrola consuma menos que esse valor.
“Esse montante é mais do que suficiente para a quitação das dívidas, então acreditamos que nem será usado totalmente. É mais um limite de controle”, disse.
Adesão e como participar
Segundo pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda, cerca de três em cada 10 brasileiros pensam em aderir ao Desenrola 2.0 para renegociar suas dívidas. Dos entrevistados, 6% já utilizaram o programa.
Podem fazer parte da medida quem ganha até 5 salários mínimos (R$ 8.105); tem dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 91 dias e 2 anos; e que renegociarão dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).
O programa oferece desconto de até 90% sobre a dívida antiga; taxa máxima de juros de 1,99% ao mês; prazo de 35 dias para começar a pagar; parcelamento em até 48 vezes; possibilidade de uso do FGTS; desnegativação das pessoas que possuem dívidas de até R$ 100 nas instituições financeiras participantes.

