A regulamentação do mercado de apostas esportivas começou a elevar as exigências para empresas autorizadas a atuar no Brasil. Áreas como segurança para os usuários, rastreamento das operações, proteção de dados e políticas de jogo responsável ganharam peso às vésperas da próxima Copa, primeiro grande torneio internacional realizado sob as novas regras do setor.
Além das mudanças operacionais, a Copa do Mundo deve impulsionar a movimentação de usuários em plataformas ligadas ao esporte. Historicamente, grandes competições ampliam a audiência de transmissões, estatísticas, redes sociais e conteúdos sobre futebol, aumentando também a circulação nos serviços digitais do entretenimento esportivo.
O mercado avalia que esse novo ambiente deve acelerar um processo de consolidação das operações e favorecer empresas com maior estrutura operacional e tecnológica. Dados da consultoria LCA, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), estimam que o setor regulado de apostas online possa movimentar mais de R$ 100 bilhões ao longo da próxima década.
Para Nickolas Tadeu Ribeiro de Campos, fundador e presidente do Conselho da Ana Gaming, holding responsável pelas marcas 7K Bet, Cassino Bet e Vera Bet no Brasil, a regulamentação deve levar o público a observar com mais atenção empresas que investem em mecanismos de proteção aos usuários e práticas de jogo responsável.
“Essa será a primeira Copa do Mundo com o mercado de apostas regulado no Brasil, e existe uma expectativa muito grande de que o público passe a diferenciar com mais clareza as empresas que atuam dentro das regras”, afirma Nickolas Ribeiro.
Novas regras elevam exigências para operadores
Em países onde as apostas esportivas já operam sob regulamentação consolidada, como Reino Unido, Espanha e Itália, o endurecimento das regras fortaleceu mecanismos de proteção aos usuários e elevou o nível de profissionalização da indústria.
No Brasil, a projeção do setor é que o próximo Mundial funcione como o primeiro grande teste desse novo ambiente regulatório.
Nickolas Tadeu avalia que a maior visibilidade das empresas durante o torneio deve intensificar as discussões sobre educação do consumidor e práticas de jogo responsável.
“A Copa do Mundo concentra a atenção das pessoas e, por isso, aumenta a responsabilidade das empresas na forma de se comunicar com o público. Nosso foco é garantir que o entretenimento aconteça de forma transparente e responsável, assegurando uma experiência mais segura aos usuários”, diz.
A preparação para esse período envolveu reforço nos mecanismos de verificação de identidade, monitoramento antifraude, proteção de dados, certificações, criptografia, canais de suporte e validação cadastral (KYC), além de medidas voltadas ao jogo responsável e à restrição de acesso de menores de idade.
Futebol impulsiona audiência nos serviços digitais
Grandes competições também costumam alterar o comportamento do público no ambiente digital. Mesmo pessoas que acompanham futebol apenas ocasionalmente passam a consumir mais transmissões, vídeos, estatísticas e conteúdos relacionados aos jogos ao longo do torneio.
Para empresas ligadas ao entretenimento esportivo, o período costuma representar crescimento relevante na audiência e na movimentação de usuários.
“A Copa do Mundo aumenta o envolvimento das pessoas com o futebol e amplia a movimentação nas plataformas ligadas ao esporte”, afirma Antonio Guerardi, CMO da Ana Gaming.
Segundo ele, a preparação para o torneio envolveu iniciativas voltadas à experiência digital dos usuários durante a competição.
“Nos preparamos para esse período com iniciativas pensadas para acompanhar o ritmo intenso da competição e fortalecer a conexão com quem vive o torneio ao longo de toda a disputa. A Copa é uma oportunidade de mostrar ao usuário que ele pode confiar na plataforma que escolheu, e nós queremos estar à altura dessa expectativa”, diz.
Empresas reforçam investimentos em tecnologia e segurança
As novas regras também elevaram a disputa entre operadores que buscam ampliar presença no mercado brasileiro nos próximos anos. Com exigências mais rígidas, empresas passaram a direcionar investimentos para estabilidade operacional, mecanismos de segurança e estrutura tecnológica.
Marco Tulio Oliveira, CEO da Ana Gaming, destaca que a próxima edição do torneio terá um peso diferente para o setor justamente por acontecer em um ambiente regulado.
“A Copa do Mundo naturalmente amplia o interesse do público pelo entretenimento esportivo. O brasileiro pode até dizer meses antes que não está no clima do torneio, mas, conforme a competição se aproxima, o futebol passa a ocupar um espaço ainda maior no cotidiano das pessoas porque faz parte da cultura do país”, afirma.
Para ele, o novo cenário também aumenta a pressão por operações mais estruturadas.
“Nos preparamos para esse novo momento com investimentos em tecnologia, segurança, transparência e jogo responsável, buscando oferecer uma navegação cada vez mais qualificada aos usuários”, diz.
Setor deve passar por consolidação
O mercado projeta que as mudanças regulatórias continuem acelerando transformações na indústria nos próximos anos. Em paralelo ao crescimento do setor, empresas devem enfrentar cobranças maiores relacionadas à publicidade, prevenção a fraudes, proteção de dados e responsabilidade sobre a experiência oferecida aos usuários.
Em um ambiente mais competitivo, operadores com maior capacidade de adaptação às regras do setor devem consolidar espaço no mercado nos próximos anos.
Apenas para maiores de 18 anos. Jogue com responsabilidade. Portaria SPA/MF 322 de 17/02/2025.
“A 7K Bet é operada por terceiro, sendo que este conteúdo não foi elaborado e não tem ingerência ou responsabilidade associada à CNN Brasil e/ou a nenhuma de suas empresas controladoras.”

