A Iguá Saneamento anunciou um aumento no capital da companhia para R$ 700 milhões de reais.
Em comunicado, a companhia afirmou que o aumento reforça a estrutura financeira da holding, ampliando a liquidez da companhia e apoiando a aceleração do plano de investimentos para ativos estratégicos do portfólio da empresa, “com foco em eficiência operacional, modernização de infraestrutura, redução de perdas e geração de valor”.
O movimento de aumento de capital da companhia acontece em meio a um endividamento elevado, com quase dez vezes (9,60x) o Ebitda da empresa.
No balanço de primeiro trimestre deste ano, a empresa reduziu seu prejuízo em 7% ao registrar perda de R$ 149,7 milhões ante os R$ 161,1 milhões dos primeiros três meses de 2025.
A receita líquida ajustada somou R$ 823,7 milhões, um crescimento de 47,5% sobre o primeiro trimestre de 2025.
Em comunicado à época da divulgação dos resultados, a Iguá afirmou que a alavancagem alta acontece devido ao estágio inicial das operações do Rio de Janeiro e de Sergipe.
“Ao excluir as operações do Rio e de Sergipe, a alavancagem é de 3,49x, demonstrando a sólida geração de caixa e o perfil financeiro saudável das concessões maduras do portfólio”, justificou.
Atualmente, a Iguá atua em um bloco de saneamento no Rio de Janeiro, em Sergipe e na capital mato-grossense Cuiabá.
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1 de 5Operações da Iguá Saneamento em Cuiabá (MT) • Divulgação
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2 de 5Operações da Iguá Saneamento em Cuiabá (MT) • Divulgação
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3 de 5Operações da Iguá Saneamento em Cuiabá (MT) • Divulgação
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4 de 5Operações da Iguá Saneamento em Cuiabá (MT) • Divulgação
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5 de 5Operações da Iguá Saneamento em Cuiabá (MT)
Além das concessões, a empresa também tem em sua carteira uma PPP (Parceria Público-Privada) no oeste do Paraná, em conjunto com a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná).
A operação será realizada de forma proporcional à participação dos atuais acionistas, sem alteração na composição societária da companhia.
O CPP Investments detém 66,5% da Iguá, a AIMCo possui 24% e o BNDESPar, 9,5%.
Para o CEO da Iguá, René Silva, o aumento no capital por parte dos acionistas demonstra a confiança na estratégia de longo prazo da empresa e na “capacidade da companhia de executar um ciclo relevante de investimentos em infraestrutura”.
