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CEO da Nexus: Vorcaro pouco afetou Flávio Bolsonaro; Lula tem leve vantagem

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
CEO da Nexus: Vorcaro pouco afetou Flávio Bolsonaro; Lula tem leve vantagem

A divulgação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro, teve impacto limitado nas intenções de voto do candidato, segundo análise da pesquisa Nexus/BTG comentadada por Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, no Bastidores CNN.

Ainda assim, segundo a pesquisa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a contar com uma discreta vantagem no cenário de segundo turno simulado, quadro que não existia quatro semanas antes.

De acordo com Tokarski, 86% dos eleitores entrevistados pela Nexus já tinham conhecimento do áudio enviado por Flávio a Vorcaro ou da visita do candidato ao ex-banqueiro durante sua prisão domiciliar.

“Essa informação está precificada na cabeça do eleitor”, afirmou o especialista.

Impacto pequeno no primeiro turno, diferença maior no segundo

No cenário espontâneo de primeiro turno, Flávio mantém 26% das intenções de voto há dois meses consecutivos.

Na simulação de primeiro turno, ele recuou apenas um ponto percentual. “Não foi aquele estrondo que algumas pessoas imaginaram”, destacou Tokarski.

No segundo turno simulado, Flávio caiu de 45% para 43%, enquanto Lula subiu de 46% para 47%, abrindo uma diferença de quatro pontos percentuais.

Segundo Tokarski, essa diferença coloca Lula em posição de “discreto favoritismo” caso a eleição ocorresse hoje.

O especialista ressaltou, porém, que o segundo turno está previsto para 25 de outubro, ainda com cinco meses de distância, o que deixa margem para mudanças no cenário.

Rejeição: Lula cai, Flávio sobe

Um dos fatores que explicam a vantagem de Lula na simulação de segundo turno é a evolução das taxas de rejeição. Lula reduziu gradualmente sua rejeição, que era de 49% há dois meses, caiu para 48% e agora está em 47%.

Já Flávio, que mantinha rejeição igual ou inferior à de Lula, na casa de 48%, viu esse índice crescer para 50%.

“Esses três pontos percentuais de rejeição maior de Flávio são justamente o que está fazendo a diferença hoje na simulação de segundo turno”, explicou Tokarski.

O especialista ponderou que, em eleições polarizadas como a de 2022, uma rejeição abaixo de 50% ainda permite ao candidato ter chances reais de vitória.

“Antigamente, há 20 anos, se um candidato tivesse mais de 40% de uma taxa de rejeição, qualquer marqueteiro político falaria para o candidato desistir. Hoje, Lula tem 47%, Flávio tem 50% e os dois têm chances reais de ganharem a eleição”, avaliou.

Viagem de Flávio aos Estados Unidos e o peso de Trump

Questionado sobre a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e a possibilidade de um encontro com o presidente americano, Donald Trump, Tokarski traçou um paralelo com a estratégia adotada pelo campo de Lula semanas antes, quando o governo reagendou uma visita internacional após sofrer derrotas no Senado.

“O Flávio Bolsonaro está tentando usar de um artifício parecido, gerar uma agenda positiva para ele e tentar tirar um pouco o foco que ele vem tendo nas duas últimas semanas com a revelação dos áudios“, disse.

O especialista alertou, no entanto, que o resultado da estratégia depende do tom adotado.

Se a visita for apresentada como uma interferência estrangeira nas eleições brasileiras ou como questionamento das urnas eletrônicas, o efeito pode ser negativo.

“O eleitor brasileiro não aceita muito bem” esse tipo de abordagem, afirmou Tokarski, lembrando que a reação de Lula ao tarifaço de Trump, em 2025, melhorou a avaliação do governo junto à opinião pública.

Joaquim Barbosa e a terceira via

A pesquisa Nexus/BTG foi a primeira a incluir o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (Democracia Cristã) no cenário eleitoral.

O resultado, porém, não indicou ganho em relação ao nome anterior testado pelo partido, o ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo: ambos aparecem com 2% das intenções de voto. Tokarski atribuiu o desempenho modesto ao longo período de afastamento público de Barbosa.

“A gente tem o eleitor de até 36 anos que provavelmente sabe pouco sobre quem é Joaquim Barbosa”, ponderou, acrescentando que o candidato está em um partido considerado pequeno, com pouca verba e pouco espaço de mídia.

O candidato com melhor desempenho entre os nomes da chamada terceira via é Ronaldo Caiado, que passou de 3% para 5% nas intenções de voto — variação dentro da margem de erro.

Tokarski destacou que cerca de 20% do eleitorado vota em Lula ou em Flávio principalmente para derrotar o adversário, o que indica espaço potencial para um terceiro nome.

Contudo, nenhum candidato fora do duelo principal conseguiu atingir dois dígitos, patamar considerado necessário para ser visto como opção real pelos eleitores.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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