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Caso Henry Borel: defesa e acusação batem boca durante julgamento no Rio

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Caso Henry Borel: defesa e acusação batem boca durante julgamento no Rio

Durante o julgamento que apura o homicídio triplamente qualificado do menino Henry Borel, a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, chegou a discutir com o promotor Fábio Vieira, nesta segunda-feira (25).

Na sessão, o promotor afirmou que a defesa de Jairinho estaria usando uma “técnica” para cansar e confundir o júri. Segundo ele, a ação já teria sido comentada pelo advogado nas redes sociais.

A declaração, feita durante o pedido de nulidade de provas do caso, provocou reação imediata do advogado, que interrompeu as falas do promotor e pediu “ordem durante a sessão”.

Tentativa de adiamento e reação do MP

No início da sessão, Jairinho alegou que seria “impossível” ser julgado devido ao estado de saúde de seu advogado principal, Fabiano Lopes, que sofreu um infarto recentemente.

O réu afirmou que não teve tempo hábil para alinhar estratégias com os demais membros da banca e pediu o adiamento do júri. Em resposta, o promotor do caso classificou a atitude como uma tentativa de “não querer encarar a realidade” e ressaltou que a defesa acompanha o processo há anos.

Caso Henry Borel: saiba o que a acusação pede contra padrasto e mãe

Diante da possibilidade de suspensão, o MP pediu que Jairinho fosse retirado de Bangu 8, unidade destinada a presos com curso superior e perfil midiático, e enviado para Bangu 1, local de isolamento para lideranças criminosas e detentos de alta periculosidade.

No entanto, ao saber do posicionamento do MP, o ex-vereador voltou atrás na decisão de destituir sua equipe de defesa.

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    Monique Medeiros chora ao receber liberdade provisória em julgamento da morte de filho • CNN Brasil

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    Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil

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    Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil

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    Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil

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    Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil

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    Na chegada ao Tribunal do Júri, o pai de Henry Borel, Leniel Borel, expressou um misto de gratidão, ansiedade e um forte apelo por justiça. Ele destacou que o julgamento não se trata apenas do nome do seu filho, mas de "o quanto o Brasil está disposto a proteger suas crianças"Camille Barbosa - CNN Brasil

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    Juíza em julgamento de Monique Medeiros e Jairinho sobre morte de Henry Borel • CNN Brasil

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    Conselho de Sentença foi definido no início do julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho no Rio de Janeiro • CNN

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    Cristiano Medina, atua como advogado e assistente de acusação, representando os interesses de Leniel Borel (pai da vítima) • CNN Brasil

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    A equipe jurídica busca a absolvição da ré, sustentando a tese de que Monique vivia um relacionamento abusivo com Jairinho e que ele tinha um perfil de vitimar pessoas como elaCNN Brasil

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    Os advogados do ex-vereador negam as agressões e defendem a tese de que a morte foi acidental • CNN Brasil

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    Ex-vereador do Rio de Janeiro e ex-médico, Jairo Souza Santos Júnior, era o padrasto da criança e é apontado pelas investigações como o autor das agressões físicas que causaram a morte de Henry. • Reprodução

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    Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, esponde pelo crime baseada na omissão relevante, pois, segundo a acusação, tinha conhecimento das torturas sofridas pelo filho e consentiu com a situação. • Jaqueline Frizon/CNN

Acusações e contexto do crime

Jairinho e a ex-mulher, Monique Medeiros, são julgados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021. Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

Segundo o laudo do IML, a criança sofreu 23 lesões e morreu por hemorragia interna provocada por ação contundente, descartando a versão inicial de acidente doméstico apresentada pelos réus.

As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era submetido a uma rotina de agressões e torturas praticadas por Dr. Jairinho.

Além disso, de acordo com o inquérito, Monique Medeiros tinha conhecimento das violências. Ela teria sido alertada pela babá do menino pelo menos um mês antes do óbito, mas consentiu com a situação.

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